terça-feira, 28 de julho de 2009

PREGAÇÃO ASSEMBLEIA DE DEUS - BELÉM

MEU VIDEO - PREGAÇÃO SOBRE FILHOS DA LUZ E FILHOS DAS TREVAS

CAMPANHA DE 7 QUARTAS NA ASSEMBLEIA DE DEUS MINIST. BELÉM


Esta é a Orquestra do Ministério Assembleia de Deus Ipiranga
Foi regida pelo maestro : Rogério
Louvaram e abrilhantaram esta festividade .

CAMPANHA DE 7 QUARTAS NA ASSEMBLEIA DE DEUS MINIST. BELÉM


Inspirado por Deus dirigi uma campanha de 7 semanas nesta assembleia, onde Deus neste periodo operou o sobrenatural ao nosso favor, movendo os ceús, e pessoas foram renovadas, receberam bençãos de Deus, varias pessoas aceitaram a Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas .
Foi uma benção de Deus este trabalho .


sexta-feira, 24 de julho de 2009

Pergunta: "O que diz a Bíblia a respeito do divórcio e segundo casamento?


Pergunta: "O que diz a Bíblia a respeito do divórcio e segundo casamento?


"Resposta: Em primeiro lugar, independentemente do ponto de vista que se tem a respeito do divórcio, é importante lembrar as palavras da Bíblia em Malaquias 2:16a: “Pois eu detesto o divórcio, diz o Senhor Deus de Israel.” De acordo com a Bíblia, o plano de Deus é que o casamento seja um compromisso para toda a vida. “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6). Entretanto, Deus bem sabe que o casamento envolve dois seres humanos pecadores, e por isto o divórcio vai ocorrer. No Antigo Testamento, Ele estabeleceu algumas leis com o objetivo de proteger os direitos dos divorciados, em particular das mulheres (Deuteronômio 24:1-4). Jesus mostrou que estas leis foram dadas por causa da dureza do coração das pessoas, não por desejo de Deus (Mateus 19:8).A polêmica a respeito do divórcio e do segundo casamento, se são ou não permitidos de acordo com a Bíblia, gira basicamente em torno das palavras de Jesus em Mateus 5:32 e 19:9. A frase “a não ser por causa de infidelidade” é a única coisa nas Escrituras que possivelmente dá a permissão de Deus para o divórcio e segundo casamento. Muitos intérpretes compreendem esta “cláusula de exceção” como se referindo à “infidelidade matrimonial” durante o período de “compromisso pré-nupcial”. Segundo o costume judeu, um homem e uma mulher eram considerados casados mesmo durante o período em que estavam ainda “prometidos” um ao outro. A imoralidade durante este período em que estavam “prometidos” seria a única razão válida para um divórcio.Entretanto, a palavra grega traduzida “infidelidade conjugal” é uma palavra que pode significar qualquer forma de imoralidade sexual. Pode significar fornicação, prostituição, adultério, etc. Jesus está possivelmente dizendo que o divórcio é permitido se é cometida imoralidade sexual. As relações sexuais são uma parte muito importante do laço matrimonial: “e serão dois uma só carne” (Gênesis 2:24; Mateus 19:5; Efésios 5:31). Por este motivo, uma quebra neste laço por relações sexuais fora do casamento pode ser razão para que seja permitido o divórcio. Se assim for, Jesus também tem em mente o segundo casamento nesta passagem. A expressão “e casar com outra” (Mateus 19:9) indica que o divórcio e o segundo casamento são permitidos se ocorrer a cláusula de exceção, qualquer que seja sua interpretação. É importante notar que somente a parte inocente tem a permissão de se casar uma segunda vez. Apesar disto não estar claramente colocado no texto, a permissão para o segundo casamento após um divórcio é demonstração da misericórdia de Deus para com aquele que sofreu com o pecado do outro, não para com aquele que cometeu a imoralidade sexual. Pode haver casos onde a “parte culpada” tem a permissão de se casar mais uma vez, mas tal conceito não é ensinado neste texto.Alguns compreendem I Coríntios 7:15 como uma outra “exceção”, permitindo o segundo casamento se um cônjuge não crente se divorciar do crente. Entretanto, o contexto não menciona o segundo casamento, mas apenas diz que um crente não está amarrado a um casamento se um cônjuge não crente quiser partir. Outros afirmam que o abuso matrimonial e infantil são razões válidas para o divórcio, mesmo que não estejam listadas como tal na Bíblia. Mesmo sendo este o caso, não é sábio fazer suposições com a Palavra de Deus.Às vezes, perdido no meio deste debate a respeito da cláusula de exceção, está o fato de que qualquer que seja o significado da “infidelidade conjugal” , esta é uma permissão para o divórcio, não um requisito para ele. Mesmo quando se comete adultério, um casal pode, através da graça de Deus, aprender a perdoar e começar a reconstruir o casamento. Deus nos perdoou de tão mais. Certamente podemos seguir Seu exemplo e perdoar até mesmo o pecado do adultério (Efésios 4:32). Entretanto, em muitos casos, o cônjuge não se arrepende e nem se corrige, e continua na imoralidade sexual. É aí que Mateus 19:9 pode possivelmente ser aplicado. Muitos também se apressam a fazer um segundo casamento depois de um divórcio, quando Deus pode estar querendo que continuem solteiros. Deus às vezes chama alguém para ser solteiro a fim de que sua atenção não seja dividida (I Coríntios 7:32-35). O segundo casamento após um divórcio pode ser uma opção em alguns casos, mas não significa que seja a única opção.Causa perturbação que o índice de divórcio entre os que se declaram cristãos seja quase tão alto quanto no mundo não crente. A Bíblia deixa muitíssimo claro que Deus odeia o divórcio (Malaquias 2:16) e que a reconciliação e perdão deveriam ser atributos presentes na vida de um crente (Lucas 11:4; Efésios 4:32). Entretanto, Deus reconhece que divórcios poderão ocorrer, mesmo entre Seus filhos. Um crente divorciado e/ou que tenha se casado novamente não deve se sentir menos amado por Deus, mesmo que seu divórcio e/ou segundo casamento não esteja sob a possível cláusula de exceção de Mateus 19:9. Freqüentemente Deus usa até a desobediência pecaminosa dos cristãos para executar um bem maior.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A VERDADE SOBRE O DÍZIMO

Origem do Dízimo Religioso

O Dízimo nas religiões Abraâmicas foi instituído na Lei de Moisés, estipulado para manter os sacerdotes e a tribo de Levi, que mantinha o Tabernáculo e depois o Templo, já que eles não poderiam possuir herdades e territórios como as outras tribos. Também o dinheiro era usado para assistir os órfãos, viúvas e os pobres. Depois da destruição do Templo no ano 70 DC a classe sacerdotal e os sacrifícios foram desmantelados, assim os rabinos passaram a recomendar que os judeus contribuissem em obras caritativas.
Malaquias 3:10
Para o sociólogo Émile Durkheim em "Lições de Sociologia", o dízimo teria origem no pensamento mítico, primeiramente como sacrifícios e ofertas aos deuses e divindades para obter "permissão" divina para o bom cultivo de bens mundanos, seja na pesca, coleta, agricultura, etc. Transmutou-se em dízimo em certas religiões, e por fim, transmutou-se em impostos, que seria a versão secular do dízimo.

[editar] Dízimo sob a ótica Protestante
A primeira menção de dízimo na Bíblia está registrado no livro Gênesis, capítulo 14, referindo-se à uma atitude voluntariosa de Abraão, ora Abrão, quando depois de uma guerra, ele "deu o dízimo de tudo" a um sacerdote de quem pouco se sabe, chamado Melquisedeque. Um segundo relato, ainda pré Mosaico, é registrado sob a forma de promessa voluntária. Após uma noite em que teve um sonho que julgou revelador, Jacó, neto de Abraão, também comprometeu-se voluntariamente a dar dízimos - "oferecerei o dízimo de tudo que me deres" - caso Deus o guardasse e protegesse.
Posteriormente, a lei Mosaica prevê um imposto de 10 por cento (dízimas) dos animais e colheitas recolhidos uma vez ao ano, registrado em Levítico 27. Há também um aspecto mais abrangente desse imposto, relatado em Deuteronômios 14, onde percebem-se alguns aspectos que não foram explicitados em Levítico, como: razão de culto, interação familiar e auxílio a classe sacerdotal. Também está registrado no contexto, que a cada três anos, esses dízimos deveriam ser instrumentos de auxílio social, notadamente para os levitas (sacerdotes), estrangeiros, órfãos e viúvas.
Os próprios sacerdotes, devido a um afroxamento no rigor de cumprir a Lei e desvios na conduta dos homens que cuidavam do serviço sacerdotal, foram avisados e amaldiçoados por Deus, no ministério do profeta Malaquias. E foram advertidos que se não mudassem de comportamento em relação às ofertas e ao dízimo, Deus tornaria as suas bênçãos em maldição Malaquias 2 e mandaria o anjo do Senhor para preparar os Seus caminhos afim de que viesse Jesus Cristo com uma nova doutrina.
Desde a Reforma as igrejas protestantes tradicionais creêm que sob a Graça o dízimo não é válido visto que o Sacrifício de Cristo cumpriu a Torá, houve o fim do templo, e a crença no sacerdócio universal anulava a existência de uma casta sacerdotal. As igrejas protestantes tradicionais (reformadas, luteranas, anabatistas) utilizam-se várias formas para a manutenção, como subscrições, ofertas voluntária e em alguns casos fundos estatais. Mas mesmo assim a prática do dízimo é empregada hoje por várias denominações pentecostais ou neo-pentecostais, principalmente na América Latina.

ESTUDO SOBRE O DIZIMO

OBSERVAÇÃO: Sugerimos aos amados em Cristo, a ler o texto até o fim, para que tenham fundamento bíblico para formar uma opinião.

O que é dízimo? Imediatamente você poderá imaginar: Dez por cento dos meus rendimentos para os cofres da igreja. Mas, Deus ainda exige que pratiquemos alguma ordenança da lei do Antigo Testamento (da qual foi instituído o dízimo), mesmo depois do sacrifício de Jesus para remir o homem do pecado? Vamos conhecer a verdade que envolve esse MITO chamado dízimo, que está sendo levado aos fieis de modo desvirtuado, por muitos pregadores.


Porem, antes de iniciarmos o nosso estudo, vamos à consulta aos dicionários da língua portuguesa, sobre o nosso assunto:

Dízimo: A décima parte.

Dízima: Contribuição ou imposto equivalente a décima parte dos rendimentos.
Como podemos observar, dízimo é a décima parte (de qualquer coisa) menos dos seus rendimentos. Porque a fração equivalente a dez por cento dos rendimentos chama-se dízima. Porque então os pregadores pedem dízimo? A confusão começa por aí, porque na lei de Moisés, a qual foi por Cristo abolida (Hebreus 7.12,18,19), o dízimo nunca foi dinheiro para o cofre da igreja. Os dízimos aos levitas eram dez por cento das colheitas dos grãos, dos frutos das árvores e da procriação animais que nasciam no campo em um determinado período. Resumindo: O dízimo era alimento destinado a suprir as necessidades dos levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida. Vejamos:
Deuteronômio 14.24 a 27: E quando o lugar que escolher o Senhor teu Deus para fazer habitar o seu nome, for tão longe que não os possa levar, vende-os e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o Senhor teu Deus e compre tudo o que a tua alma desejar, e come ali perante o Senhor teu Deus, e alegre tu e tua casa. Porem, não desamparará ao levita que está dentro das tuas portas e não tem parte e nem herança contigo.
Considere a profundidade do texto bíblico onde o Senhor evidencia que, se o lugar que escolheu o Senhor teu Deus, para levar o seu dízimo, for tão longe que não os possa levar, Ele instrui, que o seu dízimo deveria ser vendido, e o dinheiro atado na tua mão, (não é na mão de nenhuma outra pessoa), ir ao lugar que escolheu o Senhor, e comprar o que a tua alma desejar, para ali fazer habitar o nome do Senhor Deus.
Portando amados, se o dízimo fosse dinheiro, o Senhor não iria mandar vender o que já era espécie.
O dízimo na lei de Moisés nunca foi oferecido da forma como está sendo feito, porque o dízimo foi destina para suprir as necessidades dos levitas, mas hoje não há mais entre nós a personagem representativa do levita.
Então alguém irá apontar para Malaquias 3.10 para justificar que fora ordenado ao dízimo ser levado para casa do tesouro. Isso não muda nada, a finalidade do dízimo continua sendo a mesma, ou seja, prover o sustento aos levitas e amparar o órfão e a viúva.
Se meditarmos nos livros de II Crônicas 31.5 a 12 e Neemias 12.44 a 47 vamos entender melhor o porquê Malaquias mandou levar o dízimo a casa do tesouro. A palavra diz: Para que haja mantimento na minha casa. E o que é mantimento?
Mantimento: Aquilo que mantém, provisão, sustento, comida, dispêndio, gênero alimentício, etc.
Ainda em II Crônicas 31.13 a 19, a lei menciona que o quinhão dos dízimos era partilhado às comunidades dos levitas que trabalhavam nas tendas das congregações, segundo o ministério que cada um recebera do Senhor. Hoje o dízimo está sendo direcionado para o líder da igreja ou à cúpula de uma organização religiosa, onde ninguém mais sabe a que fim se destina esse montante. Enfim, o dízimo não foi criado para assalariar o dirigente da igreja ou para prover as despesas pessoais desses, nem tão pouco destinado a realizar obras missionárias ou mesmo construir templos.
No Antigo Testamento, o rigor da ordenança do dízimo era a garantia do mantimento em abundância. Pagava-se o dízimo para ser recompensado materialmente, mas Jesus Cristo em sacrifício vivo, pagou o mais alto preço pela nossa libertação, com o seu próprio sangue, para que recebamos a paz, a graça e a oferta da vida eterna.
No Evangelho de Cristo, Ele nos ensina que não precisamos mais pagar o dízimo para garantir as necessidades cotidianas de coisas materiais (alimento, vestimenta, etc.), Jesus priorizou a buscar primeiramente o Reino de Deus e sua justiça e as demais coisas serão acrescentadas (Mateus 6.25-33).
E para recebermos as bênçãos e a graça do Senhor ninguém precisa pagar mais nada (Mateus 10.7-10) porque é Ele quem nos dá a vida, a respiração, e todas as coisas (Atos 17.25).
OS DÍZIMOS ANTES DA LEI
O DÍZIMO DE ABRAÃO - Gênesis 14.18-20: Abraão deu o dízimo dos despojos da guerra ao Rei Melquisedeque, sacerdote do Deus altíssimo, e foi por ele abençoado.
O DÍZIMO DE JACÓ - Gênesis 28.20-22: Jacó fez um voto ao Senhor, prometendo-lhe dar o dízimo de tudo quanto ganhasse se em sua jornada fosse por Ele protegido e abençoado.
Em ambos os acontecimentos, não há registro na palavra do Senhor que tenha havido ordenanças ou determinação para que se dessem o dízimo. Especificamente nesses casos, os dízimos foram oferecidos de forma voluntária, espontânea, ou por voto, em retribuição e agradecimento, honra e glória ao Senhor Deus, pelas bênçãos recebidas e pelas vitórias conquistadas.
Assim sendo, hoje não se pode tomar como exemplo os dízimos de Abraão e Jacó, como fundamento para implantá-los como regra geral de doutrina na igreja, com o propósito de receber bênçãos e salvação, em nome de uma lei que fora por Cristo abolida.
O DÍZIMO PELA LEI
Números 18.21, 24, 26: O pagamento do dízimo foi ordenado pela lei do Antigo Testamento, e tinha caráter de caridade, pois a sua principal finalidade era suprir as necessidades dos Levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida, e também dos estrangeiros, órfãos e viúvas.
Deuteronômio 14.29: Então virá o levita (pois nem parte nem herança têm contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra das tuas mãos que fizeres.
Está na palavra, o dízimo foi criado por Deus, com a finalidade exclusiva de caridade aos necessitados, hoje é empregado para outros fins, diverso daquele que o Senhor ordenou.
Mas, ainda que os dirigentes das igrejas revertessem todo tributo dos dízimos e ofertas em obras sociais, ainda não estavam em conformidade com a palavra do Senhor, pois alem do dízimo ter sido abolido (Hebreus 7.5-12), a caridade ou amor ao próximo, é algo muito profundo, individual e intransferível, é uma obra entre você e o Senhor teu Deus (Mateus 6.1-4).
Outro detalhe interessante que precisamos conhecer, quando o dízimo foi instituído pela lei (Números 18.20 a 24) com a finalidade de manter os filhos de Levi que administravam o ministério nas tendas das congregações, os quais não receberam parte nem herança na terra prometida, (Números 18.24”b”), o Senhor declarou que os filhos de Levi não teriam nenhuma herança no meio dos filhos de Israel.
Como também fora ordenado as demais tribos de Israel, que dizimassem aos Levitas, o necessário para a manutenção cotidiana, porque não possuíam nenhuma herdade. Hoje, a situação está a revés da palavra, os trabalhadores, a maioria deles assalariados, ofertam o dízimo para os que vivem sem trabalhar, e em abundância de bens.
O DÍZIMO NO EVANGELHO DE CRISTO
No Evangelho de Marcos 16. 15, 16, disse Jesus: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado, será salvo, mas quem não crer será condenado.
Observem que o Senhor Jesus mandou pregar o Evangelho, para que crendo, recebamos a salvação (I Coríntios 15.1, 2). Foi para isso que Ele deu a sua vida. E onde está a ordenança para o dízimo, senão no Antigo Testamento? Porque então o homem persiste em pregar e manter as ordenanças da lei, as quais foram por Cristo, abolidas? Pregar a velha aliança é mutilar o Evangelho de Cristo, e sobrecarregar as ovelhas do pesado fardo que Cristo levou sobre si.
No Evangelho de Cristo Ele nos ensina fazer caridade, nos ensina a orar, a jejuar (Mateus 6.1 a 18), e uma infinidade de outros ensinamentos, porém nas duas únicas vezes que Ele referiu-se aos dízimos, foi com censura. Vejamos:
Mateus 23.23 – Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé;deveis, porém, fazer estas coisas e não omitir aquelas.
Alguém poderá considerar que Jesus ordenou que se dizimássemos, porque Ele disse: Deveis fazer estas coisas. Vamos buscar o entendimento espiritual na palavra do Mestre:
Jesus era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4.4).Portanto, viveu Jesus na tutela da lei de Moisés, reconheceu-a, e disse dessa forma, pela responsabilidade de cumprir a lei. Vejamos:
Mateus 5.17,18: Disse Jesus: Não cuideis que vim abolir a lei e os profetas, mas vim para cumpri-la, e, nem um jota ou til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.
E verdadeiramente Ele cumpriu a lei. Foi circuncidado aos oito dias, foi apresentado na sinagoga (Lucas 2. 21-24), assumiu o seu sacerdócio aos trinta anos (Lucas 3.23, Números 4.43, 47), curou o leproso e depois o mandou apresentar ao Sacerdote a oferta que Moisés ordenou (Mateus 8.4, Levíticos 14.1...), e cumpriu outras formalidades cerimoniais da lei.
Porém, quando Cristo rendeu o seu espírito a Deus (Mateus 27.50,51), o véu do templo rasgou-se de alto a baixo, então passamos a viver pela graça do Senhor Jesus, encerrando-se ali, toda ordenança da lei de Moisés, sendo abolido o Antigo e introduzido o Novo Testamento, o Evangelho da salvação do Senhor Jesus Cristo.
O que precisamos entender de vez por todas, que Cristo não veio a ensinar os Judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele disse: Um novo mandamento vos dou João 13.34. Se a justiça provem da lei, segue-se que Cristo morreu em vão (Gálatas 2.21).
Em Mateus 5.20 disse Jesus: Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus.
Observem que o Senhor Jesus Cristo mandou justamente os escribas e fariseus (os quais o Senhor sempre os tratava por hipócritas, falsos) que cumprissem a lei de Moisés, lei que ordena o pagamento do dízimo. Nós porém, para herdarmos o reino dos céus, não podemos de forma alguma voltar no ritual da lei Mosaica como faziam os escribas e fariseus, com hipocrisia, mas precisamos exceder essa lei, a qual foi por Cristo abolida. A Graça do Senhor Jesus excede a lei de Moisés e todo entendimento humano.
A Segunda vez que o Senhor Jesus referiu-se ao dízimo, foi na Parábola do Fariseu e do Publicano (Lucas 18.9 a 14) e outra vez censurou os dizimistas. Tomou como exemplo um homem religioso, que jejuava duas vezes por semana e dizia ser dizimista fiel, porém, exaltava a si mesmo e humilhava um pecador que suplicava a misericórdia do Senhor.
Hoje não é diferente, muitos ainda exaltam-se dizendo: “Eu sou dizimista fiel”, mas nesta narrativa alegórica, o Senhor Jesus Cristo exemplificou que no Evangelho não há galardão para os dizimistas fieis, ao contrário, Jesus sempre os censurou.
A ABOLIÇÃO DOS DÍZIMOS
Hebreus 7.5: E os que dentre os filhos de Levi receberam o sacerdócio tem ordem, segundo a lei, de tomar os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão.
Observe, a palavra afirma que Moisés deu uma lei ao seu povo, a qual é direcionada aos filhos de Levi, especificamente aos que receberam sacerdócio para trabalhar nas tendas das congregações, os quais têm ordem segundo a lei de receber os dízimos dos seus irmãos. Agora note o relato do versículo 11:
Hebreus 7.11: De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio Levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade se havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque (referindo-se a Jesus Cristo) e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? (menção a Moisés, o qual introduziu a lei ao povo).
Hebreus 7.12: Porque mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança na lei.
Meditando no texto acima, especificamente nestes versículos, onde a palavra do Senhor assegura que os sacerdotes Levíticos recebiam os dízimos segundo a lei (Hebreus 7.5), Porque através deles (sacerdotes Levíticos) o povo recebeu a lei (Hebreus 7.11) e mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também, mudança na lei (Hebreus 7.12), porque se a perfeição fosse pelo sacerdócio Levítico (pelo qual o povo recebeu a lei), qual a necessidade do Senhor enviar outro Sacerdote? A palavra não deixa sombra de dúvida que não só o dízimo, mas toda a lei de Moisés foi por Cristo abolida. Mudou o Sacerdócio, necessariamente, mudou também a Lei.
Se hoje, usarmos essa lei que fora direcionada especificamente aos filhos de Levi, aos que receberam o sacerdócio do Senhor Deus e aplicada ao povo, ela torna-se ilegítima, porque os pastores de hoje não são sacerdotes levitas, e Jesus afirmou que a lei e os profetas duraram até João (Lucas 16.16), e mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz mudança na lei (Hebreus 7.12).
Portanto, apenas esses três versículos (5,11,12) do capítulo 7 da carta aos Hebreus, é o suficiente para entendermos a abolição de toda lei, e não falarmos mais em obras mortas como dízimo na era da Graça do Senhor Jesus.
AQUI TOMAM DÍZIMOS HOMENS QUE MORREM
A nossa maior preocupação em relação aos pregadores que tomam o dízimo dos fieis, vem incidir sobre o versículo 8 do Capítulo 7 da Carta aos Hebreus, observem o porquê:
Hebreus 7.8: Aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive.
Toda cautela no que diz a palavra: Aqui tomam dízimos homens que morrem, ali aquele que se testifica que vive (alusão ao Rei Melquisedeque).
No Evangelho de Mateus 22.32, disse Jesus que Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. O Senhor Jesus Cristo disse que Deus, é Deus dos vivos e não é Deus dos mortos, e a palavra diz que aqui tomam dízimo homens que morrem, no que está legitimado no Evangelho de João 11.26, onde disse Jesus: Todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Essa afirmativa do Senhor é mais uma evidência que nos faz entender que, os que tomam o dízimo não crêem em Jesus, porque a palavra está dizendo que morrem os que assim procedem, tomando o dízimo do povo, voltam a viver as ordenanças da lei de Moisés que fora por Cristo abolida.
Diante da Palavra de Deus, até onde recebemos entendimento, dar e receber dízimo é obra morta, ou seja, obra da justiça da Lei do Velho Testamento.
Crer e viver por essa prática é estar sem a graça de Deus, pois assim explica a Bíblia. Estar sem a graça de Deus, é estar morto.
Certamente que, sem Cristo e, cumprindo e se justificando pela lei, qualquer homem ainda não tem a vida eterna, tanto o que dá e, também, o que recebe o dízimo. Pois a palavra afirma que nenhuma alma será justificada diante d’Ele pelas obras da lei (Romanos 3.20,28 – Gálatas 2.16).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
No Evangelho de Cristo, não há ordenança para se tomar o dízimo ou para se cumprir qualquer outro rito da lei. Jesus nos deu um Novo Mandamento, mandou pregar o seu Evangelho, ordenou amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, isto é, com caridade, e não estipulou percentual ou limite. Em Mateus 10.42 o Senhor mandou dar pelo menos um copo de água fria. Para o mancebo rico Ele mandou vender tudo e dar aos pobres (Mateus 19.21); e quando Zaqueu lhe disse que daria até a metade de seus bens aos pobres, Ele não confirmou a necessidade desse procedimento (Lucas 19.8, 9), disse apenas: Zaqueu, hoje veio salvação a esta casa.
Muitos saem em defesa do dízimo afirmando: Mas o Dízimo é bíblico (Número 18.21 a 26). Certamente, como também é bíblico: a circuncisão (Gênesis 17.23 a 27), o sacrifício de animais em holocausto (Levíticos Capítulos do 1 até 6.8 a 13), a santificação do sábado (Levíticos 23.3), o apedrejar adúlteros (Levíticos 20.10 e Deuteronômio 22.22), etc. É bíblico, mas pela ordenança da lei que Moisés introduziu ao povo.
Então porque hoje não cumprem a lei na sua totalidade, ao invés de optarem exclusivamente pelo dízimo? Querem o dízimo porque é a garantia de renda líquida e certa todos os meses nos cofres das igrejas.
O que também é bíblico, e o homem ainda não se conscientizou, é uma grande divisão existente na palavra, separando a Velha Aliança do Novo Mandamento do Senhor Jesus; o qual testifica a doutrina para salvação (I Coríntios 15.1, 2). Porém hoje, qualquer esforço para voltar a lei de Moisés que Cristo desfez na cruz, é anular o sacrifício do cordeiro de Deus e reconstruir o muro por Ele derrubado (Efésios 2.13 a 15).
Apocalipse 5.9: Porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de todas as tribos, e línguas, e povos, e nações.
Portanto irmãos, o preço pela nossa salvação, o Senhor Jesus Cristo já pagou o mais alto preço, com o seu sangue inocente na Cruz. O Senhor ainda alerta: Fostes comprados por bom preço, não vos façais servos de homens (I Coríntios 7.23).
O dízimo hoje é remanescente por razões óbvias: Primeiramente, pela contribuição dos que arcam com essa pesada carga tributária.
Outra presunção vem por parte dos que são beneficiados pelos dízimos, esses incorrem no erro pela ausência de entendimento espiritual da palavra de Deus não diferenciando a lei de Moisés feita de ordenanças simbólicas e rituais, com a Graça e a verdade do Senhor Jesus Cristo, ou mesmo consciente da abolição dessa prática, assumem o risco dolosamente na desobediência à palavra do Senhor.
Porem, seja por uma ou por outra razão, o homem querendo ou não, aceitando ou não, o dízimo, como toda a lei cerimonial do Antigo Testamento, foi por Cristo abolida, pelo seu sangue na cruz do Calvário: (Lucas 16.16, Romanos 10.4, Efésios 2.15, II Coríntios 3.14, Hebreus 7.12,18, 19).
Gálatas 5.14: Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amaras ao teu próximo com a ti mesmo.

domingo, 19 de julho de 2009

ESTUDO - QUANDO SERÁ A GRANDE TRIBULAÇÃO ?

Depois das afirmações iniciais, que tinham por objetivo alertar seus discípulos diante da seriedade do assunto, Jesus começou a expor algumas importantes predições que sinalizariam o tempo em que Jerusalém seria alvo do juízo divino.

1. Guerras e Revoluções
“Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não vos assusteis. É necessário que isto aconteça primeiro, mas o fim não será logo. Então lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação, e reino contra reino” (Lc.21:9-10).
Flavio Josefo registra em seu livro Guerras dos Judeus os inúmeros conflitos e revoluções ocorridos durante o tempo que antecedeu a queda de Jerusalém. Em Cesaréia, por exemplo, foram mortos mais de vinte mil em uma disputa entre judeus e sírios concernente ao governo da cidade. Em Alexandria, mais de cinqüenta mil judeus morreram em um conflito com os gentios. Em Damasco, a população local conspirou contra os judeus e abateram mais de dez mil pessoas desarmadas. Além desses conflitos envolvendo judeus, o império romano viveu dias de convulsão social. Revoltas, conspirações, e guerras envolvendo muitas nações foram o cotidiano da população daquele império. Roma tornou-se uma verdadeira máquina de guerra.
1.2. Cataclismos
“Haverá grandes terremotos, fomes e pestilências em vários lugares, e coisas espantosas e grandes sinais do céu” (Lc.21:11).
1.2.1. TERREMOTOS - Os trinta anos que precederam a queda de Jerusalém foram marcados por terremotos e catástrofes que acabaram dizimando a população do império. Em 46 d.C. houve um grande terremoto em Creta. Talvez fosse sobre isso que Paulo falava ao afirmar que a ira de Deus havia caído sobre os judeus de Creta (1 Tess.2:16). No dia em que Nero assumiu a toga virillis, em 51 d.C. houve um terremoto em Roma. Houve outro terremoto em Apamea, na Frígia, mencionado por Tácito, historiador romano, que também menciona diversos outros terremotos em Campanha e em Laodicéia. Um terremoto muito forte sacudiu Jerusalém em 67 d.C., pouco antes daquela cidade ser invadida e destruída pelas hostes romanas. Escrevendo acerca de um terremoto que acometeu Jerusalém pouco antes de ser invadida pelos romanos, Josefo diz que “sobreveio uma horrível tempestade: a violência do vento, a impetuosidade da chuva, a quantidade de relâmpagos, o ribombar horrível do trovão, e um tremor de terra, acompanhado de rugidos, perturbou de tal modo a ordem da natureza, que todos o julgaram presságio de grandes desgraças” (Livro Quarto, Cap.17: 316). Não podemos nos esquecer dos abalos sísmicos registrados em Atos, como aquele que provocou a abertura do cárcere para os apóstolos Paulo e Silas (At.16:26; 4:31).
Sempre que ocorre um grande tremor sísmico, pensa-se logo na volta de Cristo. Entretanto, devemos ser cautelosos, pois sempre houve tremores sísmicos no mundo. A diferença é que hoje somos bombardeados por notícias on-line, em tempo real, através das grandes agências de notícias.
Terremotos são medidos por uma escala chamada Richter. Ocorrem milhares deles por ano no mundo. Terremotos de até 1,9 graus na escala Richter, considerados muito fracos, acontecem cerca de 416 mil vezes por ano. De 2 a 2,9 graus, cerca de 52 mil vezes por ano. De 3 a 3,9 graus, 49 mil vezes por ano. De 4 a 4,9 graus, considerados ainda leves, 6.200 vezes por ano. De 5 a 5,9 graus (moderado), 800 vezes por ano. De 6 a 6,9 graus (forte), cerca de 120 vezes por ano. De 7 a 7,9 graus (muito forte), cerca de 18 vezes por ano. E de 8 graus ou mais, considerado devastador, pelo menos uma vez a cada ano. Ao todo, são mais de meio milhão de tremores sísmicos a cada ano.
1..2.2. FOMES E PESTES - As constantes guerras, e os terremotos acabaram abalando a economia de todo império, o que acabou provocando fome, e pestes que dizimaram ainda mais as populações das cidades. Em Atos 11:28 lemos acerca de um profeta cristão chamado Ágabo que “dava a entender, pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, a qual aconteceu no tempo de Claudio”. Josefo diz que devido ao cerco das tropas romanas, houve grande carestia em Jerusalém. “Enquanto tudo isso se passava, em redor do templo, a fome e a carestia faziam tal devastação na cidade que o número dos que ela destruía era impossível de se conhecer” (Livro sexto Cap.19:458). Os famintos moradores de Jerusalém comiam até mesmo a sola dos sapatos, o couro dos escudos ou um punhado de feno podre. Josefo ainda relata o caso de uma mãe que comeu o seu próprio filho.
Quanto às pestilências, temos como exemplo uma peste que varreu a cidade de Roma em 65 d.C., matando cerca de trinta mil pessoas em um único outono.
1.3. Coisas espantosas e Sinais no céu
As primeiras predições mostravam o quanto os homens seriam afetados diretamente pelas guerras, fome e pestes. O segundo grupo de predições aponta para as indicações de Deus, intervindo na ordem natural da criação a fim de alertar acerca do juízo eminente.
De acordo com Josefo em seu livro Guerras dos Judeus, houve inúmeros sinais, tanto na terra como no céu, que prediziam a desgraça que viria sobre Jerusalém. Abaixo, vamos relatar alguns deles com as palavras do próprio Josefo:
• Um cometa, que tinha a forma de uma espada apareceu sobre Jerusalém, durante um ano inteiro.
• Antes de começar a guerra, o povo reunira-se a oito de abril, para a festa da Páscoa, e pelas nove horas da noite, viu-se, durante uma meia hora, em redor do altar e do templo, uma luz tão forte que se teria pensado que era dia.
• Durante essa mesma festa uma vaca que era levada para ser sacrificada, deu à luz, um cordeiro no meio do templo.
• Um pouco depois da festa, a vinte e sete de maio aconteceu uma coisa que eu temeria relatar, de medo que a tomassem por uma fábula, se pessoas que também a viram, ainda não estivessem vivas e se as desgraças que se lhe seguiram não tivessem confirmado a sua veracidade. Antes do nascer do sol viram-se no ar, em toda aquela região, carros cheios de homens armados, atravessar as nuvens e espalharam-se pelas cidades, como para cercá-las.
Josefo fala de outros sinais que preferimos não mencionar aqui, por nos faltar tempo e espaço.
1.4. O Princípio das Dores
Mateus termina esta parte do sermão profético com Jesus dizendo: “Mas todas essas coisas são o princípio das dores” (24:8). A palavra “dores” aqui significa literalmente “dores de parto”. O velho aión estava gemendo, proferindo vários “ ais!” antes de dar à luz o novo aión.. Todos os cataclismos naturais preditos por Jesus nada mais eram do que os gemidos da criação. No dizer de Paulo, “toda a criação geme como se estivesse com dores de parto até agora” (Rm.8:22). É a partir do velho mundo que Deus cria o Novo Mundo. Espiritualmente falando, o Novo Aión foi concebido na Cruz, nasceu no Pentecostes, e teve seu umbigo aparado no momento em que o Velho Tabernáculo, o Templo judeu caiu. Entretanto, quando falamos do cosmo, da criação, temos que admitir que ela ainda geme, com dores de parto, aguardando tão-somente a parousia dos filhos de Deus (Rm.8:19). Quando todos os filhos de Deus houver se manifestado, e a plenitude dos gentios houver adentrado a Cidade de Deus, então, as dores de parto da criação terão chegado ao fim. O mundo material já estará todo renovado, e a natureza viverá em harmonia sob o domínio dos filhos de Deus. Portanto, essas dores de parto só terminarão quando todos os filhos de Deus houver se manifestado, e isso, por sua vez, só ocorrerá quando Cristo retornar fisicamente a Terra. Por isso, ainda hoje há terremotos, maremotos, vulcões, secas e outros cataclismos.
Parte 2
Depois de mostrar o quanto a ordem social, e a ordem natural da criação seriam afetadas como prelúdio do juízo que cairia sobre Jerusalém e seus habitantes, Jesus muda Seu foco. Agora, Ele passava a mostrar o quanto a própria Igreja sofreria durante aquilo que Ele chamou de “Princípio das Dores”.
2.1. Perseguição
“Mas antes de todas estas coisas, lançarão mão de vós, e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e às prisões, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isto vos acontecerá para testemunho. Mas proponde em vossos corações não premeditar como haveis de responder, porque eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir nem contradizer todos os que se vos opuserem. Até pelos pais, irmãos, parentes e amigos sereis entregues, e matarão alguns de vós. De todos sereis odiados por causa do meu nome. Mas não perecerá um único cabelo de vossa cabeça. Na vossa perseverança ganhareis as vossas almas” (Lc.21:12-19). Toda a perseguição predita aqui cumpriu-se nos dias da Igreja Primitiva. Aquela foi, por assim dizer, a grande tribulação. Basta um olhada superficial nos Atos dos Apóstolos para averiguarmos isso. Os apóstolos foram entregues às sinagogas, e delas foram diretamente para as prisões.
Foram as autoridades judaicas as principais opositoras do Evangelho no primeiro século. Foram também elas que conduziram os apóstolos à presença de reis e governadores para depor (ex.: At.23:12-15; 24:1). Aquele período se encaixa bem com o que chamamos de Grande Tribulação. Muitos discípulos foram martirizados, a exemplo do que aconteceu com Estêvão, Tiago, e o próprio Paulo, que foi decapitado, e também Pedro, que foi crucificado de cabeça para baixo, como afirma a tradição. O que os mantinha firmes em sua convicção era a promessa de que na perseverança eles ganhariam as suas almas. Por isso, muitos deles, ao serem conduzidos à arena para serem atirados às feras, iam cantando e glorificando a Deus. Outros eram mortos rogando a Deus que perdoasse os seus algozes.
É bem verdade que durante outros períodos a igreja foi combatida, perseguida, e que muitos dos seus seguidores foram torturados até a morte. Ainda hoje, em alguns países islâmicos, os cristãos são presos, e até mortos por amor à sua fé. Entretanto, jamais houve ou haverá qualquer perseguição contra a igreja numa escala parecida com a que houve no primeiro século da era cristã. É de Cristo a declaração que haveria então “grande aflição, como nunca houve até agora, nem jamais haverá. Se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria, mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias” (Mt.24:21-22).
2.2. Apostasia
Em função da dura perseguição suscitada pelos judeus e por Roma, muitos cristãos se deixaram apostatar da fé. Jesus prediz: “Nesse tempo, muitos se escandalizarão, trair-se-ão mutuamente e se odiarão uns aos outros (...) E por se multiplicar a iniqüidade, o amor de quase todos esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt.24:10,12-13). Tudo isso se cumpriu na igreja do primeiro século. Em certo sentido, a apostasia era um inimigo maior do que a perseguição empreendida pelos judeus e pelos romanos.
Paulo, ao despedir-se dos efésios, reunindo seus bispos disse: “Sei que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão o rebanho. E que DENTRE VÓS MESMOS se levantarão homens que falarão coisas perversas para atrair os discípulos após si” (At.20:29-30). Eram esses apóstatas que buscavam fazer comércio do povo de Deus, e introduziam heresias dissimuladoras no seio da igreja. Pedro admoesta os seus leitores: “...entre vós também haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade. Por ganância farão de vós negócio, com palavras fingidas. Para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2 Pe.2:1-3). Por causa desses falsos mestres, muitos se esfriaram na fé, e abandonaram o primeiro amor. Porém, os que foram perseverantes foram salvos. Mas foram salvos de quê? Não está em foco aqui a salvação eterna dos crentes. Minutos antes de declarar tudo isso, Jesus havia dito: “Em verdade vos digo que TODAS ESTAS COISAS hão de vir sobre esta geração” (Mt.23:36). Por isso, assim que os discípulos receberam o Espírito Santo no Pentecostes, a Escritura diz que Pedro “com muitas outras palavras dava testemunho, e os exortava, dizendo: SALVAI-VOS DESTA GERAÇÃO PERVERSA” (At.2:40).
Aquela geração que viveu nos dias de Jesus seria o receptáculo da ira divina. Aquelas profecias de Jesus não apontavam para um futuro distante, ou para alguma geração futura, mas para aquela geração. Jesus afirmou: “Em verdade vos digo que não passará ESTA GERAÇÃO sem que TODAS ESTAS COISAS ACONTEÇAM” (Mt.24:34). E realmente, menos de quarenta anos depois que Jesus falou estas coisas, Jerusalém caiu, e juntamente com ela o seu soberbo templo, e tudo o que ainda restava da velha aliança. Era, portanto, daquela geração que seriam salvos os que perseverassem até o fim.
2.3. A Igreja Triunfante durante a Tribulação
Mesmo diante de toda a apostasia, e toda a perseguição que a Igreja sofreria durante aquele tempo, Jesus garantiu que nada impediria o avanço do Evangelho. Antes que Jerusalém fosse derrubada, as Boas Novas do Reino já teriam sido pregadas em todo o mundo. Certamente, tal promessa fez brilhar os olhos dos discípulos.
2.4. O Evangelho pregado em todo Mundo
“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações (etnias). Então virá o fim” (Mt.24:14). Será que esta profecia aponta realmente para um futuro ainda distante? Ou será que ela, de alguma maneira, já teve o seu cumprimento também no primeiro século? Primeiro, precisamos nos inteirar acerca do significado do termo “mundo” aqui. A palavra traduzida do grego é Oikumene que quer dizer mundo habitado. Esta palavra era comumente usada para referir-se à extensão do império romano. Por exemplo, em Lucas 2:1, lemos que César Augusto decretou o “recenseamento de todo o mundo habitado”. É lógico que ele não queria que se fizesse um censo que abrangesse todo o planeta. O que estava em foco era a totalidade de territórios dominados pelo império romano. Quando se referia ao mundo como um todo, geralmente se usava a palavra kosmos , e não Oikumene . Por exemplo, “Deus amou o kosmos que deu seu filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna” (Jo.3:16). Escrevendo aos Colossenses, Paulo chega a declarar que no seu tempo o Evangelho “foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu” (Col.1:23). Na mesma epístola ele diz: “Em todo o mundo este evangelho vai frutificando” (Col.1:6).
Tal testemunho encontra eco nos escritos de Lucas acerca dos atos apostólicos. A começar pelo dia de Pentecostes. Lucas nos informa que naquele dia, “em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu” (At.2:5). Todos eles tiveram que ouvir o testemunho dos discípulos acerca do Reino de Deus, e isto, em suas línguas nativas. Quando acabou a festa de Pentecostes, muitos deles retornaram às suas nações de origem, e levaram consigo o testemunho do Evangelho. Lucas também nos informa que em apenas dois anos “todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus” (At.19:10). Não foi em vão que os judeus de tessalônica exclamaram acerca dos discípulos: “Estes que têm alvoroçado o mundo, chegaram também aqui” (At.17:6).
Há testemunhos históricos de que o Evangelho tenha se expandido por todo o continente asiático ainda no primeiro século. Sabemos, por fonte histórica, que os judeus assírios que presenciaram o derramamento do Espírito no Pentecostes, e que abraçaram o Evangelho quando ouviram o sermão pregado por Pedro, ao retornarem à Mesopotâmia, levaram consigo as Boas Novas do Reino de Deus. Mais tarde, o apóstolo Tomé foi enviado àquela região, e discipulou muitos assírios. Ali, ele manteve sua missão até 45 d.C., cerca de doze anos após a ascensão de Cristo. Depois disto, dirigiu-se à Índia, e lá foi o pioneiro na evangelização daquele povo. Coube aos missionários assírios levar a mensagem de Cristo até os lugares mais longínquos da Ásia, incluindo o Tibete, a Mongólia, a China, o Japão, e a Indonésia.
Levando-se em conta que o Evangelho deveria ser pregado à todas as etnias, podemos afirmar com certeza que ainda na primeira metade do primeiro século, cada grupo étnico havia sido alcançado. Desde os negros da África, passando pelos europeus, pelos árabes, até os amarelos ( de quem descendem os índios ), todas as etnias matrizes foram evangelizadas.
Não queremos diminuir a importância que se tem em pregar o evangelho a toda criatura. Cremos piamente que o mandato de Jesus para a Sua Igreja, não importando a era em que ela estiver vivendo, é e sempre será: “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura” (Mc.16:15) e “Ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt.28:19). Isto é indiscutível. Porém, uma coisa é discipular as nações, e outra é pregar o evangelho do reino apenas para fins de testemunho . Quando Jesus afirmou que antes do fim daquela era ( aión ), o Evangelho do Reino teria que ser pregado em todo mundo ( Oikumene ), Ele não estava falando acerca do mandato de discipular as nações, a fim de que elas se rendessem à Sua soberania, e sim, acerca do testemunho que deveria ser dado a elas, antes que chegasse o fim daquela era. E isso foi cumprido no primeiro século, como já vimos através de algumas passagens bíblicas.
Há ainda uma passagem que não nos permite torcer o seu sentido, e que comprova a veracidade do que temos defendido até aqui. Trata-se de Mateus 10:23. Leia com atenção a afirmação que Jesus faz nesse texto:
“Quando vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel até que venha o Filho do homem.” Não vejo outra alternativa senão crer que, de fato, o Evangelho do Reino foi anunciado à todas etnias da Terra antes da queda de Jerusalém, quando o Filho do homem veio em juízo contra o povo que O rejeitou.
É bom enfatizarmos que a Grande Comissão ainda está por findar-se. Nós ainda não discipulamos as nações. Entretanto, já antes do fim daquela era, representantes de todas as etnias já haviam recebido o testemunho do reino de Deus. Uma coisa é discipular, e outra é testemunhar.

Alguém poderá objetar: - E quantos aos índios que a essa época já viviam no continente americano? Provavelmente os índios não ouviram o testemunho do Evangelho, entretanto, a etnia que lhes deu origem (Possivelmente os Mongóis) ouviu o testemunho de Deus.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

MACUMBA EVANGÉLICA


Pastor Wagner Antonio de Araújo
Palestra apresentada em 18 de junho de 2008 -

No culto intersemanal da Igreja Batista Boas Novas de Osasco SP


INTRODUÇÃO

Ao anunciar esta palestra em rede de comunicação virtual (internet), centenas de irmãos em Cristo, obreiros e pastores das mais variadas denominações e estados brasileiros (e também da América do Norte e Europa) solicitaram que lhes fosse concedida uma cópia do texto, áudio e vídeo, uma vez que não poderiam estar pessoalmente nesta noite, participando da apresentação. Tal explosão de solicitações vem demonstrar, de forma contundente, que o problema que abordaremos não se restringe a uma denominação, uma região geográfica ou uma opinião isolada. A magia evangélica invadiu igrejas, comunidades, denominações, congressos, vigílias, lares, programas de rádio, televisão, jornais, e hoje a confusão que reina faz estarrecer até o mais cético dos escatologistas. Parece-nos que o tão proclamado "reavivamento mundial", "nova unção", "despertamento da noiva" e tantos outros títulos que apontavam para uma generalizada conversão maciça da população nacional e mundial, deu lugar ao que é chamado de "A Grande Apostasia do Fim dos Tempos", prenunciada por Paulo em suas epístolas pastorais.Quero estabelecer alguns limites importantes a esta palestra. Ela é apenas uma palestra, e não um tratado, uma tese, um livro, um artigo doutrinário ou um curso. Pode ser que no futuro venhamos a concentrar esforços no sentido de recolher material e efetuar análises exaustivas, preparando algo que cubra um tratado, uma tese ou um livro. Esta palestra não pretende ser mais que uma palestra de um pastor de igreja batista tradicional local, com uma linguagem simples, de cunho pastoral, visando alertar o rebanho de Deus a ele confiado quanto as modernas manifestações estranhas no dito "mundo evangélico".Há um farto material referencial, espalhado em centenas de links pela internet, dos mais variados teólogos e articulistas cristãos ou seculares, cujo conteúdo deve ser criteriosamente lido e analisado, e não pretendemos, com esta palestra, servir de material exaustivo sobre a matéria, senão uma breve análise elementar dos fenômenos neopentecostais modernos, a sua relação e semelhança sincrética com as religiões afro-brasileiras e também com a feitiçaria mundial, apontando referenciais bíblicos na sólida direção da autêntica vontade de Deus e do culto racional, espiritual e bíblico.Também não é o nosso propósito acusar uma denominação evangélica em particular, uma vez que o fenômeno acontece em muitas denominações por toda a parte, sendo injusta qualquer atribuição de culpa a esta ou aquela denominação. É importante dizer que, conquanto não acusemos grupos, nossa tese parte da absoluta rejeição do que se conhece hoje por "neopentecostalismo", um sistema moderno de perversão da igreja cristã, que relê a bíblia sob a ótica da prosperidade como fundamento para a fé e que luta com os demônios como causa única de toda pobreza, doença e problemas humanos. O neopentecostalismo tem sido rejeitado de forma ampla pelas denominações cristãs de cunho protestante tradicional, e atualmente também tem sido alvo de críticas dos pentecostais clássicos. O neopentecostalismo tornou-se algo estranho ao evangelho e ao protestantismo.Nosso propósito é pinçar atos e fatos em cultos de algumas igrejas, filmados e disponibilizados através da internet, que demonstram que, ainda que falem o "evangeliquês", estão longe de serem de fato, evangélicos. É papel da igreja e dos ministros do Evangelho protegerem o rebanho de Deus das investidas de Satanás, que, não raras vezes, traveste-se de Anjo de Luz, faz sinais e maravilhas, opera milagres e, se possível fora, enganaria aos escolhidos de Cristo. Graças, porém, a Deus, que ainda há quem clame pela verdade original da Palavra de Deus.Essa é a nossa tentativa, e esse é o nosso esforço.I - CONCEITOS E DIVISÕES CRISTÃSHá muitas classificações do atual "mundo evangélico" pelos analistas de história da igreja e professores de teologia. A cada dia surgem ramificações em grupos pré-existentes e, não raras vezes, desatualizam nossas tabelas.Proponho uma tabela que atualiza em um quadro o mundo cristão evangélico e o mundo carismático. Classificaríamos as denominações e grupos da seguinte maneira:· FUNDAMENTALISTAS - São aqueles que interpretam a Bíblia de forma literal e não aceitam quaisquer outras alternativas. São inimigos de todas as outras ramificações cristãs. Consideram-se a continuidade da Reforma Protestante. Sem nos atermos em sua formação histórica, são críticos das versões modernas da tradução da bíblia e do uso de determinados textos gregos mais populares. São anti-pentecostais, anti-cooperativos, anti-ecumênicos, individualistas e absolutamente rigorosos e independentes. Esse grupo possui nomes, mas também co-existe em igrejas denominacionais separatistas.· PROTESTANTES (EVANGÉLICOS) TRADICIONAIS - São os "crentes" das denominações evangélicas históricas mais antigas, surgidas na Reforma Protestante ou no tempo dela. São as denominações que deram origem às Missões Modernas e que trouxeram o evangelho ao Brasil. Possuem uma pneumatologia conservadora, não crêem na experiência pentecostal (batismo no Espírito Santo após a conversão, com manifestações visíveis e audíveis de sinais e dons). São estruturados, possuem uma longa história e representam o início de toda igreja cristã evangélica no mundo.· PENTECOSTAIS - São as denominações evangélicas surgidas após o início do fenômeno Pentecostal, iniciado nos Estados Unidos, em 1906, na famosa Rua Azuza, onde pela primeira vez na história moderna da igreja foram manifestados os modernos "dons de línguas" como provas de batismo com o Espírito Santo. Esse fenômeno atraiu a atenção de crentes ávidos pelo poder de Deus, que, ao presenciarem e admitirem a experiência, originaram novas denominações, seja do zero, seja como facção das antigas. Sua teologia é tradicional, protestante, elaborada, com muita convergência, exceto no que tange à "glossolalia" e ao arminianismo extremado (em alguns casos). Sua liturgia é animada, entusiasmada, e seus cultos são ruidosos, onde todos oram ao mesmo tempo. Estão no Brasil desde 1911, com o início da Assembléia de Deus, em Belém do Pará. São muitas as denominações pentecostais.· NEOPENTECOSTAIS - Teologia moderna, surgida do pentecostalismo, que, unindo-se à filosofia do "poder da mente", passou a explorar a prosperidade como sinal de bênção divina e, em decorrência da fé, a cura de todas as enfermidades. Eles consideram que os demônios estão em toda parte e devem ser expulsos, através de rituais que misturam elementos bíblicos localizados (exemplo: o novelo de lã de Gideão ou os sete mergulhos de Naamã). Eles crêem em rituais especiais para realizar coisas especiais: quebra de maldições, determinar pela fé, desafios para prosperidade financeira, oração em montanhas de Israel, amuletos para trazer sorte, etc. Seu objetivo é criar mega-denominações e tornar seus líderes autênticos semideuses, com poderes extremos, que decretam anos especiais, curas especiais, revelações especiais. Sua teologia é confusa, mística, sem consistência. Parecem-se pentecostais, pois também falam em línguas estranhas e usam elementos pentecostais, mas fogem à ética cristã pentecostal, não são orientados á conversão, mas a terem em Cristo um poderoso realizador de milagres e doador de bênçãos. Raramente se comportam como autênticos crentes, criando, assim, novos caminhos para a salvação, mediante seus líderes e igrejas. São os maiores "evangélicos" do mundo, crescendo a uma proporção fantástica. Suas denominações geralmente são dirigidas por líderes que se auto-intitulam bispos, missionários, apóstolos, etc. Atualmente estão infiltrados em várias denominações tradicionais e pentecostais, que adotam suas práticas esdrúxulas (noite dos empresários, sessão de descarrego, louvor extravagante, nova unção, etc)· NEOAPOSTÓLICOS - Não satisfeitos com o que tinham, os neopentecostais evoluíram a um passo mais ambicioso ainda: criaram o chamado "mover apostólico", "poder apostólico", "evangélico apostólico". Trata-se de ressuscitar o dom de apóstolo, equiparando a autoridade de seu líder ao da canonicidade de Paulo, João ou Pedro, tornando a palavra deles como inspirada pelo Espírito Santo. São ambiciosos, desejam dominar o país, possuem poder político e estão influenciando grande parte dos neopentecostais declarados e dos infiltrados neopentecostais das demais denominações, que já estão a consagrar também os seus "apóstolos". Também lutam uns contra outros, buscando dominar um rebanho maior e realizar um apostolado mais poderoso, mais completo.· CARISMÁTICOS - São os chamados "católicos carismáticos". Até então um grupo separado dos evangélicos. Contudo, com o império do neopentecostalismo e do neoapostolismo, os carismáticos estão se misturando a eles, com a experiência similar de glossolalia, com canções copiadas dos evangélicos, com uma liturgia praticamente idêntica, mantendo, contudo, o credo católico (dulia, hiperdulia e latria). Crêem em santos, em Santa Maria, na Eucaristia, no Purgatório, mas lêem a bíblia, fazem orações, pregam parecido com os evangélicos e falam em línguas estranhas. A Igreja Católica os mantém sob controle. Canção Nova é a maior expressão atual dos carismáticos. Atualmente os neoapostólicos estão realizando "louvor extravagante" e "horas de louvor e adoração" (Casa de Davi, Mike Shea, Marcos Witt) juntos, e grupos musicais neopentecostais (Diante do Trono) comungam e profetizam vitórias e unidade sem mudanças doutrinárias.Essa é uma classificação pessoal, que varia de professor a professor, de historiador e sociólogo para outro. Contudo, tem servido de referencial para classificar e auto-classificar a nossa posição dentro do evangelicalismo brasileiro e mundial.II - NÃO HÁ CRÍTICA AO PENTECOSTALISMONossa posição doutrinária batista, tradicional e cessacionista (posição particular deste pastor) não objetiva nem de longe analisar, criticar ou combater a ramificação pentecostal da Igreja Cristã. Além de não haver tempo hábil, não há motivo para faze-lo, pois, quando há respeito de ambas as partes, pode haver um convívio pacífico, sem que se abra mão de princípios, sem que se negue as diferenças, comungando da convergência e mantendo a separação no que é divergente.O pentecostalismo é o berço do neopentecostalismo, do neoapostolismo ou apostolicismo, assim como o tradicionalismo é o berço do pentecostalismo. Portanto, não nos cabe analisar aqui o berço e as causas do surgimento. Cabe-nos avaliar o resultado.Ambos, tradicionais e pentecostais, quando lúcidos e não contaminados com o neopentecostalismo, são unânimes em declarar que tal movimento é falso, é grotesco, é estranho ao evangelho, é engano e engodo de pessoas que querem enriquecer às custas do povo, e seus fenômenos ou são mentirosos, ou produto de treinamento mental, ou ação direta de demônios.III - O SINAL DE ALERTADias atrás um abalo císmico foi sentido em São Paulo, vindo de São Vicente, a primeira cidade do Brasil. Algo raro, mas um abalo sísmico apenas. Foi quando uma notícia "evangélica" acendeu o sinal de alerta:Profecia lançada, profecia cumprida!Mídia brasileira anuncia tremores de terra 24 horas após liberação de decreto profético estabelecido pelo Apóstolo Renê Terra Nova no útero da NaçãoLilian BartiraNo dia 21 de abril, em Santa Cruz de Cabrália, Apóstolo Renê Terra Nova e congressistas se uniram para reconsagrar o território de Porto Seguro ao Senhor Jesus, entendendo que a partir do solo materno todo o Brasil será atingido com essa demarcação espiritual.Cinco escunas conduziram cerca de 800 profetas no percurso que foi marcado com intercessões e liberação de palavras proféticas. Pão, óleo e vinho foram lançados nas águas porto-segurenses como sinal de tomada completa do território brasileiro.Em Cabrália, outras 500 pessoas já os aguardavam para o segundo momento do ato profético. A fim de estabelecer um memorial eterno de demarcação e posse de um novo Brasil, o Apóstolo Renê Terra Nova fincou uma estaca na primeira faixa de terrra brasileira avistada pelos portugueses. Contendo óleo de Jerusalém em sua parte interna e a profecia de um outro Brasil em 2008 e rendido aos pés do Senhor em 2010, a estaca foi fincada naquele local ao som de um clamor e de expressões de adoração dos cristãos apaixonados e ansiosos pelo mover de um Brasil diferente.Pastores de vários estados e representantes da Comunidade Pataxó, dentre eles o Cacique Aruanã testemunharam e se aliaram ao Apóstolo Renê Terra Nova que selou o momento com a palavra de que todo ato profético lançado no mundo espiritual é seguido de um sinal no reino físico num prazo de 24 horas.No dia seguinte, no púlpito do 9° Congresso de Resgate da Nação, o Apóstolo anunciou o fenômeno císmico que atingiu 5,2 graus na escala Richter e refletido em dezenas de cidades paulistas e em pelo menos quatro outros estados - Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. O abalo císmico ocorreu a 215 km de São Vicente-SP. A diferença entre o tremor de terça (22/04) e os que ocorrem comumente é de que ele teve uma proporção pouco comum para o território nacional. O decreto determinado pelo Apóstolo Terra Nova, debaixo dos céus proféticos do útero do Brasil, foi respaldado por Deus e anunciado aos quatro cantos da nação brasileira. Muitos desconhecem a causa do tremor, mas para os congressistas presentes no evento, apenas a resposta de um ato profético.Pauta para toda a mídia nacional, o terremoto constituiu-se como emblema de um sinal que estabeleceu o "sim" de Deus para um Brasil que se moverá nos dons do Espírito e levará para todas as nações da Terra um avivamento sem precedentes em toda a história. A prova real e concreta de que nasceu em 2008 um novo Brasil.
(Fonte: site do MIR)O comportamento desse "apóstolo", seguido por esses "profetas", mostra algo incomum entre o culto evangélico-cristão: elementos como DECRETO, ATO PROFÉTICO, ESCUNAS, ÓLEO, PÃO E VINHO DERRAMADOS NAS ÁGUAS, ÓLEO DE JERUSALÉM, ESTACA FINCADA NA PRIMEIRA FAIXA DE TERRA, PRAZO DE 24 HORAS PARA O EFEITO.Esses elementos todos, juntos e misturados, demonstram terem sido emprestados não do cristianismo, mas das religiões afro-brasileiras, conhecidas como Candomblé, Umbanda, Quimbanda, e dos trabalhos polularmente apelidados de macumbas. Toda pessoa é livre para exercer sua religião de espiritismo, mistério, misticismo e feitiços. Mas trazer sincreticamente aquelas religiões e aqueles elementos para o ato de culto a Deus, para selar compromissos e pactos com Deus, fazer coisas similares aos trabalhos de macumba e consagrações para orixás, foi realmente estarrecedor.Gerou então uma garimpagem pelo extenso mundo visual da internet, aliado às múltiplas informações recebidas de amigos, colegas, irmãos, amigos, e inimigos, através de contatos pessoais, através de correspondências, etc.Limitar-nos-emos à comparação entre o culto do candomblé, da umbanda e da quimbanda, e a similaridade com esse movimento sincretista esparramado, que não apenas faz esses decretos, como desenvolve atividades de exploração espiritual, apelidado jocosamente de RETETÉ. "Vigília do reteté", "fogo da unção do reteté", "restauração espiritual", etc.IV - OS VÍDEOSTodos os vídeos selecionados, sejam do Candomblé ou da Umbanda, ou neopentecostais, são de absoluto domínio público, postados em links no site YOUTUBE, à disposição de quem quiser assisti-los. Como esses vídeos não ficam muito tempo no ar, armazenamos seus arquivos em DVD e os numeramos, comentando-os à seguir:1ª. Série01 Gira de Umbanda02 Gira Africano03 Vigília da Obra de Restauração em Itaquara, Jacarepaguá04 Vigília Igreja Pentecostal Paz com Deus em Bonsucesso05 Vigília da Obra da Restauração em Santa MariaComentários: Os vídeos 01 e 02 são cenas de rituais de Umbanda, não são brasileiros, mas seus rituais são similares aos realizados no Brasil.Os vídeos 03,04 e 05 retratam as chamadas "vigílias do reteté". Essas vigílias são conhecidas por serem realizadas geralmente às sextas-feiras, com início à meia-noite. São muito populares entre as camadas mais pobres e periféricas das grandes cidades. Geralmente acontecem sem qualquer limite de comportamento, e às vezes coisas estranhas são vistas, como fenômenos paranormais.Se notarmos com cuidado, a prática do GIRA, que vemos na Umbanda, motivada por demônios e oferecidas a eles, é similar à prática do GIRA nas vigílias filmadas, onde irmãos emocionadamente e descontroladamente rodam, rodam, rodam, até caírem, ou até onde agüentarem. Nota-se também que há mulheres com vestimentas similares às roupas da Umbanda, roupas que não são do uso contínuo, especiais, para o ritual do reteté. Perguntas para reflexão:
Para que girar?
Será que o Espírito Santo tornaria a pessoa possessa dEle, como se fosse um demônio possuindo miserável perdido?
Não há como dominar esse fenômeno do rodopio?
Por que os passos que os irmãos dão, juntamente com as irmãs, são similares aos da Umbanda, e também do Carnaval?
Por que o cantor canta e faz voz de quem está a ser esganado?
Onde está na Palavra de Deus que o Criador se manifesta girando os cultuantes?
Que tipo de culto é esse, onde o povo canta, gira, grita e transpira sem parar?
Não seria esse tipo de culto um entretenimento substitutivo aos bailes-funk, aos pagodes e ao próprio Candomblé? Seria isso o tipo de motivação para uma vigília e um culto?
Se alguns ficam tomados "pelo Espírito" e se esse espírito não é Deus, quem seria? Um espírito de anjo? Um demônio?2ª. Série 06 Gira de Umbanda - Festa da Coroa de Mãe Jandira07 Culto na Assembléia de Deus em Santa Cruz08 Vigília do Reteté na Assembléia de Deus09 Apóstolo Carlos Ribas - Avivamento na BahiaPerguntas para reflexão:
Por que o salão de cultos tem um guerreiro com espada na mão, pintado na parede?
Por que o cantor está vestido de Pai-de-Santo ou de enfermeiro?
Por que as pessoas giram como se estivessem em transe, sentindo choques e calafrios, e com movimentos idênticos ao da Umbanda?
Por que a vigília do reteté parece uma gira de umbanda, e bem malfeita? Por que aquelas mulheres fazem postura como se estivessem a receber os mesmos espíritos da umbanda?
Por que o Apóstolo Ribas grita tanto? Por que aquelas mulheres estão em histeria? Por que o povo que chacoalha e se contorce, e cai, é considerado "reavivado", sendo que, no terreiro seria considerado possuído pelo "santo", e na Bíblia seria considerado endemoninhado? Por que o povo cultiva a loucura generalizada no auditório?
Por que o Apóstolo tem prazer em ir e sugestionar às pessoas que elas devem cair para se levantar espiritualmente? Onde está isso na Bíblia?
Por que esses cultos são tão sincréticos, cheios de espiritismo, rituais, emocionalismo e desajuste emocional?3ª. Série10 Umbanda - Umoloco11 Batismo no Candomblé12 Série de cenas chocantes, de gente "possuída pelo Espírito Santo", a manifestar a "unção de animais", "unção da alegria/unção do riso/nova unção", "unção da striptease".13 Campanha Pega no Tapete de Fogo de Quintino14 continuação da Campanha Pega no Tapete de Fogo de Quintino15 idemPerguntas para reflexão:
Por que o rapaz cai descontrolado, imitando um macaco, e o pastor, ao invés de providenciar socorro, ou expulsar o demônio, realimenta o gracejo e o povo faz dele um palhaço, e ainda consideram tudo como "unção do Espírito Santo"?
Por que o Espírito Santo levaria as pessoas à demência, como aconteceu com esse rapaz?
Por que aquela mulher tira a roupa e grita como uma possuída de espírito imundo ou age pior do que um espírito de Umbanda ou de Candomblé?
Por que a vigília se chama Pegar no Tapete de Fogo? Teria Deus inventado um tapete mágico? Seria um espírito isso?
Por que as pessoas estão vestidas com roupas como um ritual de Candomblé, e rodopiam como no Candomblé?
Por que a mulher grita até perder o fôlego?
Por que as pessoas caem e não são libertadas, mas conduzidas a acalentar essas emoções e espíritos?
Por que uma mulher, no penúltimo vídeo, dança a dança dos orixás?
Por que se tem a impressão de que tornou-se na mesma coisa, uma cerimônia afro-espírita? Por que a letra da música é tão ridícula e sem qualquer significado para ninguém?
Não seria tudo isso uma imitação muito mal feita do batismo do Candomblé?V - O QUE DIZ A BÍBLIATudo o que vimos foi o resultado do sincretismo religioso, isto é, da mistura entre o sacro e o profano, entre o cristão e o pagão. O fenômeno não é novo, mas o formato e a linguagem sim.O fenômeno foi combatido por séculos, mediante profetas que instavam com Jerusalém e com Samaria, para que não se misturassem com as nações que o Senhor desarraigava de diante deles. Eles deveriam destruir tudo, e sequer mencionar os seus deuses, não aprender a sua cultura, nem vivenciar a comunhão e intercâmbio de elementos.Israel falhou. Samaria, a capital do Reino do Norte, foi sitiada e o país desapareceu. Jerusalém falhou. Foi cativa para a Babilônia, voltou para a Palestina e novamente foi destruída. A Igreja é chamada de Geração Eleita, Israel de Deus, Povo de Propriedade Exclusiva de Deus. A Igreja é o povo que Deus escolheu. E, nessa escolha, escolheu também a sua conduta diante do mundo e do sincretismo religioso:
Deus não é cultuado através de rituais, em locais geográficos ou pela beleza estética. Deus só aceita um culto que seja feito "em espírito e em verdade" ("Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.", João 4.23-24). Note que Jesus diz: É NECESSÁRIO (importa). Não é necessária roupa especial. Não são necessários adornos. Não precisa de coreografias e rodopios. Esses rituais são pagãos. A adoração do Pai deve ser espiritual, no íntimo, sem giras ou celebrações delirantes. ("Mas faça-se tudo decentemente e com ordem", I Coríntios 14.40).
Deus é santo e importa que os seus adoradores também sejam santos, isto é, separados do mundo (do presente século, do pensamento dominante e do culto sincrético-cultural do lugar). Diz a Palavra: "porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo." (I Pedro 1.16). Também diz:"E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.", Romanos 12.2. Afirmou Deus a Israel algo que plenamente se aplica à Igreja: " Sucederá, porém, que, se de qualquer maneira te esqueceres de Senhor teu Deus, e se seguires após outros deuses, e os servires, e te encurvares perante eles, testifico hoje contra ti que certamente perecerás. Como as nações que o Senhor vem destruindo diante de vós, assim vós perecereis, por não quererdes ouvir a voz do Senhor vosso Deus." (Deuteronômio 8.19-20)
Fomos chamados para salgar, não para sermos salgados; iluminar, e não sermos iluminados; conduzir, e não sermos conduzidos; influenciar, e não sermos influenciados. Assim, ao invés de tomar a forma do mundo e cultuar como as religiões pagãs, deveríamos seguir o ensino da Palavra de Deus e cultuar a Deus sem essas magias, feitiçarias e macumbarias.
O culto a Deus é composto de proclamação da palavra, explicação da mesma, louvores ao Senhor, orações e intercessões e comunhão. Não há lugar para palhaçada e feitiçaria na igreja. Atos como esses não passam de sensualidade e libertinagem, vasão à carne e oportunidade ao pecado, criancice espiritual e brechas para Satanás agir e roubar a atenção, mal testemunho e confusão.
E não andeis nos costumes das nações que eu expulso de diante de vós, porque fizeram todas estas coisas; portanto fui enfadado deles. (Lv 20:23)
Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos? (1Co 14:23)
Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. (Gl 5:22)
Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. (1Co 14:26)
E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. (Ap 13:13)
Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria. (Tg 3:13)
A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração. (Cl 3:16)
Porém Nadabe e Abiú morreram quando trouxeram fogo estranho perante o Senhor. (Nm 26:61)CONCLUSÃOAs práticas sincréticas dos neopentecostais, esparramadas pelas diversas denominações cristãs, motivadoras de decretos com implantação e distribuição de objetos e líquidos, a celebração de rituais similares aos das religiões pagãs de quaisquer espécies, as manifestações de possessão espiritual, os descontroles emocionais e a exploração desse misticismo por parte dos cultuantes se chama PECADO, é abominação ao Senhor e deve ser não apenas banido de cultos cristãos, como abominado pela nossa consciência e inteligência.Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem (1Tm 4:16)
Wagner Antonio de AraújoOBSERVAÇÕESNão há tempo hábil, numa palestra e num culto, para o desenvolvimento de tema tão amplo e tão profundo. Sugiro aos que lêem e vêem essa palestra, que procurem aprofundar-se e contribuir para o enriquecimento dos esclarecimentos e que alertem as suas comunidades, para que não vivam sendo presas do Maligno.Enquanto preparava essa conferência, Satanás se opôs o quanto pôde, buscando-me dissuadir de terminá-la. Recebi um sem-número de e-mails, de pessoas a criticarem a minha atitude, isto é, procurando desmoralizar a minha iniciativa, afirmando que eu estava a trabalhar para Satanás. Pessoas das mais diversas procedências ofenderam-me na minha moral e agrediram-me publicamente. A internet que uso, (AJATO), em dois anos de funcionamento, nunca me dera problema, mas, quando precisei das comunicações finais hoje, para pesquisa e complementação, ela simplesmente parou, e a justificativa no atendimento público era: "decidimos fazer a manutenção no seu bairro até às 20 horas".Às cinco horas da manhã, depois de passar toda a madrugada a trabalhar no texto e nos vídeos (e há uma seqüência de outros quatro, que não consegui desenvolver o comentário), TODOS OS AZULEJOS da cozinha da minha casa começaram a estralar, ameaçando sair da parede com força e violência. Não estranharia o fato deles caírem, pois são antigos, mas por que TODOS fizeram um barulho generalizado por meia hora, ameaçando cair, e NENHUM caiu, e agora estão todos normais? Não tenho dúvidas. Satanás está sendo desmascarado, e não ignoro os seus ardis. Seu propósito foi impedir a realização desta palestra. Assim, se você estiver lendo esse texto, é porque a palestra aconteceu e Cristo Jesus me protegeu, e o Espírito Santo deu poder de resistência.A Deus seja toda a honra, toda a glória, toda a sabedoria, todo o louvor, desde agora e para todo o sempre.

Igreja Evangélica Voz da Verdade - Será?

Natanael Rinaldi Revista Defesa da Fé

Diz o Credo de Nicéia: Cremos... em um só Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, gerado pelo Pai, unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro...ICP recebeu um exemplar do CD “O MISTÉRIO DE DEUS: CRISTO”. Esse CD está sendo distribuído gratuitamente a todos os evangélicos simpáticos ao “Conjunto Voz da Verdade” em todo o Brasil. Nele o pastor, compositor e guitarrista Carlos Alberto Moisés, ao lado de sua digna esposa, faz a apologia da doutrina unicista, que sustenta haver uma única Pessoa na divindade e que essa Pessoa é Jesus. Por outro lado, um certo jornal de Bauru, edição de julho de 1999, p. 10 publicou a seguinte manchete: Voz Da Verdade Diz Que Não É Seita. Tratava-se da apresentação do conjunto por ocasião do lançamento do seu CD – “Quando Deus Se Cala” – Estiveram presentes, segundo o jornal, cerca de 1500 pessoas, que pagaram de R$8,00 a R$ 10,00 pelo ingresso. O gasto total foi de R$ 12.000,00 e “Só o Voz da Verdade cobrou R$ 4,5 mil livre”. Na entrevista concedida por um dos integrantes da banda, afirmou ele: Atualmente o grupo Voz da Verdade tem sido perseguido por um fantasma: o boato de serem uma seita que prega heresias. Comentários, no mínimo, maldosos sendo que até agora ninguém provou que isso seria verdade. Vejamos então nessa análise das doutrinas dessa igreja se isso é de fato verdade. O que crê a Igreja Evangélica Voz Da Verdade (IEVV)O Estatuto da Igreja Evangélica Voz da Verdade ( IEVV) assim declara: Quando a Bíblia se refere a Deus, está falando no Espírito Santo que é o Pai, Criador e Senhor de todas as Coisas. Jesus tanto é o Pai, como é o Filho... antes da manifestação de Jesus como homem, não havia Filho de Deus (somente anjos eram tidos como Filho de Deus)...” Jesus pode ser Pai e também o Filho? É muito lógico que sim, pois Ele é Deus... Falando sobre a Trindade, afirmam:Teoria religiosa de intenção carnal e diabólica com o sentido de alimentar uma ilusão de Satanás que teve a pretensão de pluralizar a plenitude da divindade. (o grifo é nosso) Análise das crenças unicistas da IEVVJesus nos é uma pessoa muita amada a quem tributamos honra, glória e louvor (Apocalipse 5.11-13). Nesses versículos bíblicos, Jesus, o Cordeiro, recebe com Deus, o Pai, adoração de todos os anjos do céu. E olhei, e ouvi a voz de muitas anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. E ouvi a toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono (Deus, o Pai), e ao Cordeiro (Jesus Cristo, o Filho), sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre. Inquestionavelmente, aceitamos que Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, com apoio de Cl 2.9, que diz: Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Duas naturezas – a divina (Jo 1.1) e a humana (Jo 1.14) e uma só pessoa. Paralelamente, afirmamos com l João 5.20, que o Filho de Deus é vindo e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro, e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Mas a IEVV não crê assim, como vemos na sua declaração de fé exposta: coloca o Pai e o Filho como personificações e não como personalidades distintas na Trindade. Personificação ou PersonalidadeQue uma pessoa sem muito conhecimento bíblico confunda personificação com personalidade é desculpável. Mas é lamentável que um teólogo que sai em defesa de suas convicções doutrinárias ignore esses princípios elementares do significado das palavras. Tal circunstância leva confusão às hostes evangélicas de todo o Brasil, onde o Conjunto Voz da Verdade é muito apreciado. a) Pai – Personalidade ou Natureza Divina?Assim, a IEVV identifica o Pai como apenas um título. Um título usado para se referir à natureza divina de Jesus. Quando na Bíblia se lê sobre o Filho, essa palavra se relaciona apenas com a natureza humana de Jesus, negando sua préexistência como Filho. Então, o que seria o Pai? O Pai é a natureza divina de Jesus. O Pai não existe como pessoa espiritual. Não se pode perguntar, Quem é o Pai? porque o Pai não é uma pessoa. É apenas a natureza divina de Jesus. O Pai é algo. Pai – dizem – é apenas um título, e não uma personalidade. b) Filho – Personalidade ou Natureza Humana?Quem seria o Filho? O Filho não é ninguém, mas é algo: a natureza humana de Jesus. Logo o Filho, como pessoa espiritual, nunca existiu. Jesus, como Filho de Deus passou a existir só depois do seu nascimento em Belém de Judá, pois Filho é apenas a natureza humana de Jesus. Isso na compreensão dos membros do Conjunto Voz da Verdade. Isso é tão grave, tão herético que em l João 2.22 b lemos: É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho. c) Espírito Santo – Pessoa Própria ou o Pai?A Bíblia mostra a personalidade do Espírito Santo e não que o Espírito Santo é o Pai. Sua personalidade é demonstrada pelos atributos de pessoa que possui: a) inteligência (1 Co 2.10); vontade própria (1 Co 12.11) e sensibilidade ou emoção (Ef 4.30). Pode-se afirmar que uma pessoa é alguém que, quando fala, diz: EU; quando alguém se dirige a ela, diz: TU; e quando se fala dela se diz: ELA Isso se vê do Espírito Santo em: E eu (Jesus) rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador (o Espírito Santo), para que fique convosco para sempre. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai (Ele) enviará em meu nome (eu), esse vos ensinará todas as coisas; e vos fará (Ele) lembrar de tudo quanto (eu, Jesus) vos tenho dito (Jo 14.26). Enquanto meditava Pedro acerca da visão, disse-lhe o Espírito: Estão aí dois homens que te procuram; levanta-te, pois, desce e vai com eles nada duvidando; porque EU os enviei. (At 10.19,20). Além disso, o Espírito Santo exerce atividades pessoais, tais como: a) ele ensina os crentes (Jo 14.26) b) ele testifica de Cristo ( Jo 15.26); c) ele guia em toda a verdade ( Jo 16.13); d) ele glorifica a Jesus ( Jo 16.14); f) ele intercede pelos santos (Rm 8.26). Natureza x PersonalidadeOs unicistas confundem natureza com personalidade. Natureza é a essência ou condição própria de um ser. O Pai é uma pessoa espiritual e sua natureza é absolutamente divina. Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo... (1Pe 1.3) Personalidade é individualidade consciente. Personalidade indica um ser que tem inteligência, vontade própria e sensibilidade. O Pai é uma pessoa espiritual, com vontade própria (Rm 12.1-2). Assim como o Espírito Santo, que tem vontade própria (1 Coríntios 12.11); inteligência (1 Coríntios 2.11); e sensibilidade (Efésios 4.30). A quem foi paga a nossa RedençãoA quem Cristo pagou o resgate? Se for negada a doutrina ortodoxa da Trindade (negando-se uma distinção entre as Pessoas da Deidade, conforme quer o modalismo), Cristo teria de ter pago o resgate ou à raça humana ou a Satanás. Posto que a humanidade está morta em transgressões e em pecados (Ef 2.1), nenhum ser humano teria o direito de exigir que o Cristo lhe pagasse resgate. Sobraria, portanto, Satanás. Nós, porém, nada devemos a Satanás. E a idéia de Satanás exigir resgate pela humanidade é blasfêmia, por causa das implicações. Ao contrário: o resgate foi pago ao Deus Trino e Uno para satisfazer as plenas reivindicações da justiça divina contra o pecador caído. E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave(Ef 5.2). Embora mereçamos o castigo decorrente da justiça de Deus (Rm 6.23), somos justificados pela graça mediante a fé em Jesus Cristo somente, e é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus. (1 Co 6.11). Fica claro que a doutrina essencial da expiação vicária, na qual Cristo carregou nossos pecados na sua morte, depende do conceito trinitariano. O unicismo subverte o conceito bíblico da morte penal e vicária de Cristo como satisfação da justiça de Deus e, em última análise, anula a obra da cruz. (Teologia Sistemática, p. 280, CPAD, la. Edição/1996) A Bíblia – livro cristocêntricoQue a Bíblia fala de uma pessoa central e que a Bíblia é um livro cristocêntrico, não há dúvida. Que há um só Deus e que o primeiro mandamento proíbe a existência de outros deuses, nenhum cristão nega. Não terás outros deuses diante de mim (Dt 5.7). Agora, dizer que há uma só pessoa na Divindade, não. Tanto é assim que a primeira vez que aparece a palavra Deus na Bíblia é em Gênesis 1.1, que se lê: No princípio criou Deus (Elohim) os céus e a terra. A palavra Elohim aparece cerca de 2.500 vezes nas Escrituras Hebraicas e indica pluralidade em unidade. Pluralidade de pessoas e unidade de natureza. Que outra maneira haveria de explicar-se o emprego dessa palavra senão para indicar a pluralidade de pessoas nesse único Deus? Acresce de importância quando se sabe que existe uma palavra Eloah para referir-se a Deus de modo singular. O uso de Elohim, com referência à Trindade se torna mais acentuado pela fato de que a palavra se usa algumas vezes em concordância com verbos e pronomes no plural, enfatizando-se a forma plural da palavra. A Palavra Trindade – reconhecemos – não é encontrada na Bíblia, mas a doutrina da Trindade é evidente através da Bíblia. Uso de palavras não bíblicasFreqüentemente os unicistas desafiam para provar que se mostre na Bíblia a palavra Trindade, alegando que tal palavra não se encontra na Bíblia. Ora, por que os unicistas também se utilizam de palavras que não se encontram na Bíblia? Os unicistas se utilizam de palavras como manifestações, modos do Pai, Filho e Espírito Santo, quando tais palavras não se encontram na Bíblia. Seus livros estão cheios de expressões como Paternidade de Cristo, o Deus homem. O significado de Pai e Filho na divindadeOs unicistas afirmam que se a doutrina da Trindade for aceita isto conduz a uma absurda conclusão de Jesus ter dois pais divinos, pois a Bíblia afirma que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo (Lc 1.35) e ainda ser chamado Filho de Deus. Como poderia Jesus ser chamado Filho de Deus e ao mesmo tempo ser gerado pelo Espírito Santo? Como poderia, perguntam, a segunda pessoa da Trindade ser gerada pela terceira Pessoa da Trindade? Esse argumento é igual ao usado pelos mórmons quando falam da Trindade. Só que os mórmons admitem uma mãe celestial e que o Pai celestial desceu do céu com um corpo de carne e ossos e gerou de Maria a Jesus, retornando ao céu. Quando a Bíblia fala sobre o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (Ef 1.2-3) e Jesus como Filho de Deus não está expressando que Deus foi literalmente o progenitor de Jesus, ou de Jesus como sendo de literal progênie de Deus Pai. Tal conceito leva a admitir que Deus tem características sexuais humanas. Tal admissão é encontrada em mitologias pagãs, mas completamente estranha à revelação bíblica. Quando nós, com base nas Escrituras, chamamos a Deus de Pai e Jesus de o Filho estamos falando simbolicamente e não literalmente. Estamos dizendo que o relacionamento amoroso que existe entre Deus e Jesus é semelhante ao amor de um pai para com o seu filho, mas sem as características que existem no relacionamento entre pai e filho, fisicamente falando. Quando entendemos isso, não vemos problemas em afirmar que aquele que criou o corpo humano de Jesus foi o Espírito Santo (Jo 1.14), muito embora o Pai e o Espírito Santo sejam pessoas distintas na divindade. Alguns exemplos:1. Gênesis 1.26: E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.Nota: O uso da forma verbal façamos e do pronome nossa é revelador do sentido de que Elohim serve para indicar a pluralidade de pessoas. 2. Gênesis 3.22: Então, disse o Senhor: Eis que o homem é como um de nós...Nota: O uso do pronome plural “nós” indica pluralidade de pessoas. 3. Gênesis 11.7: Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua...Nota: Os verbos desçamos e confundamos na primeira pessoa do plural indicam pluralidade de pessoas. Heresias: sim ou não?Se algum leitor puder declarar que não é heresia afirmar que a doutrina da Trindade é Teoria religiosa de intenção carnal e diabólica com o sentido de alimentar uma ilusão de Satanás que teve a pretensão de pluralizar a plenitude da divindade, conforme diz a IEVV, que continue a convidar o Conjunto Voz da Verdade para abrilhantar suas festividades, mas por favor: renuncie a sua condição de cristão ortodoxo. Se o leitor conhece a Bíblia, então está capacitado para julgar essa questão. Que uma pessoa sem muito conhecimento bíblico confunda personificação com personalidade é desculpável. Mas é lamentável que um teólogo que sai em defesa de suas convicções doutrinárias ignore esses princípios elementares do significado das palavras. Isso é tão grave, tão herético que em l João 2.22 b lemos: É o anti-cristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho A palavra Elohim aparece cerca de 2.500 vezes nas Escrituras Hebraicas e indica pluralidade em unidade. Pluralidade de pessoas e unidade de natureza.Declarações comprometedorasAlguns Pontos contraditórios na “Instrução Inicial Pró-batismo”, preparada pelo pastor Francisco F. Santos Filho. Rio 6/6/85 1. Aos que são batizados nas igrejas cujo batismo é na tradição dos títulos, esses batismos são considerados válidos? Resposta:São considerados com valor religioso, mas não têm valor bíblico algum ( Ef 4.5), pois são um tipo de batismo forjado pelo homem. Refutação bíblica:Considerando, como provamos, que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são pessoas distintas e não meramente títulos, o batismo trinitário celebrado com base em Mt 28.19 é bíblico. Basta considerar: Quando lemos as palavras de Jesus, “...batizando-os em nome do Pai...” entendemos a personalidade do Pai e não a natureza divina de Jesus; quando lemos as palavras de Jesus “... e do Filho...”entendemos a personalidade do Filho e não a natureza humana de Jesus; e quando lemos “... e do Espírito Santo...” entendemos a personalidade do Espírito Santo, fica claro que se tratam de três Pessoas distintas e não três títulos como erroneamente interpreta o líder da IEVV. 2. Por que o batismo tradicional religioso não tem valor bíblico? Resposta:Porque o tal batismo não invoca o nome de Jesus, e se o Nome de Jesus é omitido, não é para perdão e remissão de pecados (Lc 24.47, Cl 3.17). “... eles batizavam invocando o nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo que é JESUS.” Conclusão: Somente é considerado batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, quando no ato do batismo se invoca o NOME: JESUS Refutação bíblica:Quatro erros doutrinários estão declarados: O batismo não invoca o nome de Jesus; Batismo para perdão e remissão de pecados; Eles batizavam invocando o nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo que é JESUS. O batismo nunca foi realizado em nome de Jesus apenas. Em At 2.38 se lê que a autoridade para ministrar o batismo fora dada por Jesus e assim o batismo se realizava pela autoridade dele, na conformidade de Mt 28.19, ou seja “... em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Três Pessoas distintas da mesma natureza divina. Batismo não é realizado para perdão e remissão de pecados. A Bíblia enfatiza a humanidade de Jesus (Jo 1.14; 1 Jo 4.1-3) ressaltando que é o sangue de Jesus que nos purifica de todo o pecado (1 Jo 1.7,9; Ap 1.5) e não a água do batismo. Crer em batismo regeneracional é fazer do batismo um sacramento como o dogma da Igreja Católica. Recomenda a Igreja Católica o batismo para a salvação chegando ao cúmulo de afirmar que a criança que morre sem batismo vai para um lugar imaginário chamado Limbo. Em At 10.44 lemos: “Ainda Pedro falava estas cousas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra”. Sabemos que o mundo não pode receber o batismo no Espírito Santo (Jo 14.17). Como poderiam então os ouvintes da casa de Cornélio receber o batismo com o Espírito Santo se não fossem salvos por não terem sido batizados nas águas? Batismo nas águas é uma ordenança para as pessoas salvas e não para serem salvas (At 10.48). 3. Muito bem! O batismo corretamente bíblico é de fato em nome de Jesus. Mas qual é a importância do batismo na vida da pessoa? Resposta:Através deste ato a pessoa enterra seu velho homem (velho ego) ao mergulhar seus pecados nas águas do batismo para renascer para Deus... Refutação bíblica:Lemos que Jesus pregou arrependimento e fé (Mc 1.15). Paulo pregou ao carcereiro que ele podia ser salvo se viesse a crer em Jesus (At 16.30-31). Pregou mais em Rm 10.9-10,13 que a salvação se consuma no ato de crer com o coração e confissão com os lábios. Nessa ocasião se dá a morte da velha natureza e o surgimento da nova (2 Co 5.17). 4. Afinal, que devo fazer para ser batizado? ... Resposta:Crer no NOME DE ‘JESUS’ como único Deus. Refutação bíblica:Devemos crer no nome de Jesus para sermos salvos (At 16.30,31) e ser batizado em nome da Trindade (Mt 28.19). Jesus é a segunda pessoa da Trindade, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro. ...e o Verbo era Deus. (Jo 1.1); Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu! (Jo 20.28) Deus é uma palavra polissêmica que se emprega para o Pai (Ef 1.3), para o Filho (1 Jo 5.20) e para o Espírito Santo (At 5.3,4). Deus em Gn 1.1 No princípio criou Deus (Elohim) o céu e a Terra. Isso é repetido em Gn 1.26 quando o verbo “Façamos” e o pronome “nossa” aparecem no plural indicando uma pluralidade de pessoas. 5. Jesus é o nome próprio do Criador Soberano e Supremo que popularmente é conhecido pelo título apenas, que é Deus; mas nem sempre este título designa o Criador Soberano e Supremo; assim sendo a Bíblia deixa claro que também o título Eloah, Jeová, Eloi, Deus etc., são palavras que designam os títulos do Espírito Santo, que tem título de Pai, também tem o título de Filho do homem porque se fez carne. Refutação bíblica:Como é possível que pessoas tão despreparadas venham argumentar sobre aquilo que desconhecem? O nome Jesus foi dado quando o Filho de Deus se fez carne. Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles (Mt 1.21). Jesus é o nome humano de Jesus dado pelo anjo Gabriel a Maria: Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus (Lc 1.21). 6. Resumindo, concluímos que o Cristo de Deus, é o corpo que Deus moldou no ventre da virgem para comportar a plenitude da divindade... o corpo de Jesus Cristo é a parte física do Espírito Santo, que se fez filho para processar transfusão de sangue limpo e imaculado em nós para nos purificar interiormente e nos fazer filhos também... Refutação bíblica:Quem pode entender tal barafunda: “o corpo de Jesus Cristo é a parte física do Espírito Santo, que se fez filho para processar transfusão de sangue limpo e imaculado em nós para nos purificar e nos fazer filhos também. Sabemos pela Bíblia que o Jesus, sendo Deus e Criador de todas as coisas (Jo 1.1-3) se fez carne (Jo 1.14) mas desconhecíamos que o Espírito Santo fosse a parte física de Jesus. Se o Espírito Santo fosse a parte física de Jesus, quando o Espírito Santo desceu sobre os cristãos no dia de Pentecostes (At 2.1-4) então se deu a volta de Jesus. Entretanto, sabemos que o Espírito Santo veio em decorrência da exaltação de Jesus sentado à destra do Pai (At 2.23) e não que o Espírito Santo fosse o próprio Jesus. 6a.Observação:A Bíblia nos alerta quanto à quantidade variada de deuses... Portanto é na própria Bíblia onde encontramos a afirmação que não há trindade ou variedade de deuses... pois jamais o Senhor permitiria sociedade em sua divindade. Refutação bíblica:Cremos na existência de um só Deus eternamente subsistente em três Pessoas: O Pai, o Filho e o Espírito Santo (Gn 1.26 comparado com Mt 28.19) Não somos triteístas. Somos monoteístas (Is 43.10: 44.6 comparado com Ap 1.17; 48.12). 7. Qual é o significado da palavra trindade? Resposta:Teoria religiosa de intenção carnal e diabólica com o sentido de alimentar uma ilusão de satanás que teve a pretensão de pluralizar a plenitude da divindade. Decreto religioso por parte do clero no Conselho de Nicéia no ano 325 dC. Refutação bíblica:Se lêssemos essas palavras de uma testemunha de Jeová, entenderíamos essa linguagem sarcástica e blasfema. Mas um dirigente de uma igreja que se diz evangélica, é para se crer que a abominação de que falou o profeta Daniel estar no lugar santo tem o seu cumprimento (Mt 24.15) O Concílio de Nicéia em 325 AD reconheceu a deidade absoluta de Jesus, contestando a doutrina de Ário, que ensinava ser Jesus um ser híbrido entre Deus e anjo como hoje proclamam as testemunhas de Jeová, que consideram Jesus como o arcanjo Miguel. Diz o Credo de Nicéia: Cremos... em um só Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, gerado pelo Pai, unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro... 8. Seriam três classificações então? E como entendê-las? Resposta:Não se trata de três classificações, mas sim três manifestações. Exemplo Pai, Filho e Espírito Santo, são três formas de manifestações de Deus e não três seres celestiais distintos ou três Deuses. Quando a Bíblia se refere a Deus, está falando no Espírito Santo que é o Pai. Deus manifestou como Pai, por ocasião da criação, muito embora Deus só foi registrado na Bíblia como Pai, na pessoa do Filho. Portanto, Jesus tanto é o Pai como é o Filho... Antes da manifestação de Jesus como homem, não havia Filho de Deus (somente anjos eram tidos como filhos de Deus)... Manifestou-se como Filho, pelo fato de haver tomado forma humana e nasceu Refutação bíblica:Os trinitários não negam a deidade absoluta de Jesus, que integra a Deidade Trina do Pai, do Filho e do Espírito Santo. 9. Jesus pode ser o Pai e também o Filho? Resposta:É muito lógico que sim, pois Ele é Deus... Refutação bíblica:Jesus não é o Pai, pois ensinou a orar: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome”(Mt 6.9). Jesus estava na terra e o Pai estava no céu. No batismo de Jesus, ao sair das águas, ouviu-se uma voz do céu que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. (Mt 3.16-17). Perguntamos: quem falava do céu, enquanto Jesus saía das águas? Era Jesus dado ao ventriloquismo?