quinta-feira, 29 de abril de 2010

Cientistas afirmam ter encontrado Arca de Noé na Turquia

Cientistas afirmam ter encontrado Arca de Noé na Turquia


Um grupo de cientistas turcos e chineses afirma term localizado a Arca de Noé no monte Ararat, de acordo com a imprensa turca. O pesquisador chinês Yang Ving Cing diz que eles encontraram uma estrutura antiga de madeira em uma altitude de 4 mil m no monte que fica no leste da Turquia, na fronteira com o Irã.

O cientista é membro de uma organização internacional dedicada à busca pela arca em que, conforme a Bíblia, Noé e sua família escaparam do Dilúvio Universal. Segundo Cing, a estrutura encontrada tem 4,8 mil anos.

"Não é 100% seguro que seja a arca, porém pensamos que é 99,9%", disse Cing à agência turca Anadolu. "A estrutura do barco tem muitos compartimentos, o que indica que podem ser os espaços onde se localizavam os animais", afirmou.

O pesquisador disse ainda que pediu ao governo turco para que proteja a zona para poder iniciar as escavações. Além disso, ele afirmou que pediu à Unesco que coloque o local na sua lista de patrimônio da humanidade.

Não é a primeira vez que o grupo afirma ter encontrado a arca no Ararat, a montanha mais alta da Turquia e onde a Bíblia afirma que Noé desceu quando baixaram as águas do Dilúvio.
Redação Terra

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4404652-EI8147,00-Cientistas+afirmam+ter+encontrado+Arca+de+Noe+na+Turquia.html

quinta-feira, 15 de abril de 2010

INTRODUÇÃO




Nesta lição a proclamação do Evangelho será estudada de acordo com a função profética da Igreja e de sua mensagem escatológica para o mundo moderno.



1. A PROCLAMAÇÃO PROFÉTICA DA IGREJA PRIMITIVA



A Leitura Bíblica em Classe nos mostra que a pregação do Reino de Deus tinha um sentido profético e missionário na vida da igreja primitiva. Um dos termos originais usado no Novo Testamento para descrever a proclamação da igreja é kerygma, traduzido por “pregação” (Rm 16.25; 1 Co 1.21; 2 Tm 4.1 7; Tt 1 .3), e “proclamação” (Lc 4.18; 1 Ts 2.9—ARA).



1. Demonstrada na revelação do mistério da vontade de Deus. As Sagradas Escrituras descrevem a proclamação das boas- novas e o seu conteúdo doutrinário como a revelação do “mistério que desde os tempos eternos esteve oculto em Deus” (Rm 16.25; 1 Co 2.7; Ef 1.9; 3.3,4,9; 5.32; 6.1 9).

Esse mistério não é descrito apenas como uma mensagem (Rm 1 6.2 5; Ef3.3; 6.19), mas como o Verbo encarnado (Cl 1 .26-28; 2.2,3; 4.3). Este revelou a Deus ( Jo 1.18; 8.16; 10.30), a vontade divina (Mt 7.21; jo 4.34) e a Palavra de Deus ( Jo 14; 24 = 17:6 = 14: 17)



a) O mistério revelado à Igreja. Segundo o Novo Testamento, o mistério foi revelado à Igreja para a glória dos santos (1 Co 2.7; CT 1 .26,27); como está escrito: “descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito” (Ef 1 .9). O mistério revelado da salvação em Cristo deve ser anunciado a todos os homens (Ef 3.9; 6.1 9; CI 4.3; 2.2).



b) O mistério desvendado em Cristo. Deus havia planejado a Igreja antes da fundação do mundo e a sua concretização haveria de acontecer na história da humanidade. Todo o plano de restauração e salvação que estava oculto cumpriu-se em Jesus Cristo (Ef 1 .9,10; Cl 1.27; 2.2) “na plenitude dos tempos” (Cl 4.4; Ef 1.10), quando Deus enviou seu Filho para salvar o homem (Lc 1 9.1 0), e despojar a Satanás e seus anjos, triunfando sobre eles (Cl 2.15; 1 Jo 3.5,8). Este é o “mistério da piedade” que inclui os fatos da encarnação, morte, ressurreição e triunfo glorioso de Jesus Cristo (1 Tm 3.16).



2. Revelada na missão de anunciar o reino de Deus. Os Evangelhos são enfáticos quanto à mensagem de Cristo e dos seus discípulos no sentido de proclamar o Reino de Deus a todas as gentes (Mt 3.1,2; Mcl .14,15; Lc 18.16,17). A centralidade da mensagem está no Reino de Deus o foco principal da proclamação da Igreja em seus primórdios (At 1.3; 8.12; 14.22; 19.8; 20.25; 28.23,3 1). Quando se diz “é chegado o Reino (Mt 4.17), o sentido é profético, referindo-se tanto à presença do Reino no presente quanto no futuro. A atual manifestação do Reino de Deus implica salvação do poder do pecado, mas quanto ao futuro, a libertação da presença do pecado (1 Co 1 5.20-25,42-57).



II. DIMENSÕES DA MISSÃO PROFÉTICA DA IGREJA



1. A Grande Comissão (Mt 28.18-20). A missão profética da Igreja está implícita na Grande Comissão que lhe foi outorgada por Cristo. Vários textos dos Evangelhos e dos Atos dos Apóstolos falam da abrangência ilimitada da missão profética da Igreja (Mt 28.1 8-20; Mc 16.1 5-20; Lc 24.46,47; At 1 .8).



Essa missão profética de pregar o evangelho tem seu alicerce na autoridade de Jesus. E função da Igreja proclamar a todos que se arrependam, para que sejam perdoados os seus pecados (Mc 1 .14), e possam ingressar no Reino de Deus.



2. O novo pacto de Deus (Ex 19.1,2; Ef 3.2-5). Da semente de Abraão, Deus suscitou Israel e fez um pacto com esse povo para ser o seu representante na Terra. Israel recebeu de Deus uma missão profética, mas falhou. Então, o Todo-Poderoso elegeu um novo povo constituído de judeus e gentios, estabelecendo através de seu Filho Jesus um novo pacto. Deste modo, as promessas de Deus a Abraão cumprem- se na Igreja (Ef 3.10,11; Hb 8.6).



III. A MENSAGEM PROFÉTICA DA IGREJA (AT 3.18-26)



1. Arrependimento (At 2.38; 3.19; 17.30). O arrependimento requer uma mudança completa na vida de rebelião e pecado do homem contra Deus, para uma nova vida de fé e obediencia ao Senhor Jesus ordenou que em seu nome se pregasse o arrependimento a todas as nações ‘ (Lc 24.47). A mensagem de João Batista (Mt 3.2), de Jesus (Mt 4.1 7) e dos apóstolos (At 2.38) uma veemente chamada ao arrependimento: “Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1 .1 5). Uma igreja morna perde sua função profética e não prega o arrependimento dos pecados. Todavia, a Igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade (1 Tm 3.1 5). não se associa ao mundo inconverso e perdido; ao contrário, conclama a todos que se arrependam e se convertam, para que sejam perdoados de seus pecados (At 3.19).



2. A segunda vinda de Cristo (vv.20,21; 1 Ts4.13-18). A pregação do evangelho pelos apóstolos anunciava o retorno triunfante de Cristo à Terra, como cumprimento da palavra profética anunciada pelos santos profetas do Antigo Testamento.

A missão profética da Igreja, portanto, inclui a proclamação do retorno triunfante de Cristo como juiz dos vivos e dos mortos (At 1 0.42; 1 7.31), não apenas dos cristãos, mas também dos pecadores.



IV. O SERMÃO DO TEMPLO, 7.1 – 29



Há uma quebra entre o capítulo 7 e os capítulos precedentes. O tema continua o mesmo, mas novas informações nos são apresentadas a respeito do profeta. Como pano de fundo do sermão está a atitude do povo em relação ao sistema de ofertas e o Templo. Jeremias revelou que havia algo tragicamente errado com a religião hebraica dos seus dias. Fica claro que o que falta é o que está no âmago da dificuldade de Judá. Assim, o sermão do Templo marca um importante ponto na carreira de Jeremias, porque ele coloca seu dedo no nervo religioso mais sensível da nação.



Os estudiosos têm debatido a relação entre os capítulos 7 e 26. Alguns acreditam que o capítulo 26 apresenta os resultados do sermão no capítulo 7 e prova, sem dúvida alguma, que o sermão aqui foi anunciado no primeiro ano de Jeoaquim (608 a.C.). Outros estão igualmente seguros de que o sermão foi pronunciado nos últimos anos de Josias, e que Jeremias repetiu os sentimentos em uma data posterior, no capítulo 26. Há bons argumentos a favor das duas posições, mas a primeira parece mais convincente.



V. As Desilusões de uma Consciência Endurecida (7.1-15)



Deus comissionou Jeremias a proferir uma mensagem para o povo de Judá à porta do Templo. Ouvi a palavra do SENHOR, todos de Judá (2) sugere que a ocasião era uma festa religiosa nacional, uma em que todo o reino participava. O profeta primeiro roga ao povo para melhorar os seus caminhos (3), i.e., para ser genuíno e sincero no seu arrependimento. Ele então esboça o que isso significava na prática: Não vos fieis em palavras falsas (4), sejam justos uns com os outros, não oprimam o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, nem derramem sangue inocente, nem andem após outros deuses (6).



Seu tom é conciliatório e encorajador. O resultado: eles permaneceriam na terra e habitariam em paz (7). Jeremias assegura ao povo que os pensamentos de Deus em relação a eles são bons. No entanto, à medida que o profeta apregoa o seu sermão muda seu tom quando lembra a nação dos seus pecados. Eis que vós confiais em palavras falsas (8). [...] Furtareis vós, e matareis, e cometereis adultério [...] e andareis após outros deuses (9). Depois de ter quebrado a lei de Deus eles tiveram a audácia de vir ao Templo — esta casa, que se chama pelo meu nome (11) — e dizer: “Estamos seguros! ’, seguros para continuar com todas essas práticas repugnantes” (19, NVI).



Eles estavam na verdade fazendo da casa de Deus uma caverna de salteadores (11; veja Mt 21.13; et al.). Eles também estavam trabalhando com a desilusão de que, visto que o Templo era o lugar de moradia de Deus, Ele nunca permitiria que o Templo fosse violado; portanto a nação estava segura. Eles achavam que podiam dizer:



Templo do SENHOR, templo do SENHOR (4), e com essa fórmula mágica proteger-se de qualquer tipo de desastre. Eis que vós confiais em palavras falsas (8) sugere que os falsos profetas tinham colocado essas idéias na mente do povo. Essas noções, no entanto, são as ilusões de uma consciência endurecida, e o tipo mais vil de superstição religiosa. Retrocedendo na história de Israel, Jeremias os lembra de Siló, onde, no princípio, fiz habitar o meu nome (12). Siló tinha sido um lugar de adoração durante o período dos juízes, mas quando o povo fez da arca um fetiche (1 Sm 4.34ss), a vila foi destruída. Deus disse: Vede o que lhe fiz (a Siló), por causa da maldade do meu povo. [...] Farei também a esta casa (o Templo) E…] como fiz a Siló (12, 14).



Com essa predição, Jeremias tocou no nervo mais sensível da vida religiosa do povo. Eles reagiram (veja o cap. 26) com ressentimento e ira, porque Jeremias expôs sua auto- ilusão e sua pobreza moral. Para satisfazer seus próprios desejos depravados, o povo foi tentado a fazer uma imagem de Deus, e reduziram os preceitos morais dele a ilusões supersticiosas. Aqui está uma tendência inerente da natureza caída do homem (Rm 1.22ss).



Deus declarou: Vocês não estão seguros como acham que estão. Eu vos arrojarei da minha presença, como arrojei a todos os vossos irmãos [...] de Efraim (15). Essa referência aqui é ao exílio do Reino do Norte, que já havia acontecido (721 a.C.), e também é uma predição clara do exílio de Judá. A auto-ilusão sempre termina em tragédia e desolação (cf. Mt 23).



VI. Proibido de Interceder (7.16-20)



Era necessária uma coragem incomum para uma pessoa sensível como Jeremias proclamar uma mensagem tão devastadora. Ele involuntariamente começa a clamar em oração em favor da sua amada nação, mas Deus o proíbe de interceder: Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor ou oração (16). Deus ainda não tinha acabado com a sua acusação contra o seu povo, e a revelação também não tinha terminado.



Não vês tu o que andam fazendo nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém? (17). Os filhos [...1 os pais E...] as mulheres amassam a farinha, para fazerem bolos à deusa chamada Rainha dos Céus (18). O povo tinha se tornado completamente descarado em seu pecado, a ponto de estar oferecendo sacrifícios a outros deuses abertamente nas ruas.



A Rainha dos Céus evidentemente refere-se a Ishtar, a deusa de um ritual de fertilidade babilônico que havia sido importada por Judá. Ela é mencionada aqui para indicar a profundidade do pecado em que o povo havia caído. O ponto a que o povo havia chegado marca o início do fim dessa nação. Deus declarou: Eis que a minha ira e o meu furor se derramarão sobre este lugar (20); uma perversidade como essa não pode passar impune.



VII. Obedecer é Melhor do que Sacrificar (7.21-28)



Em seguida, Jeremias ataca o uso errado do ritual religioso. Ele deixa claro que a cerimônia religiosa sem o conteúdo ético é vazia. Se os sacrifícios não reforçavam ou fortaleciam a moralidade danação, não tinham valor algum. Isso vale para todo ritualismo na religião. A menos que a cerimônia religiosa formal (ou a cerimônia religiosa informal) reforce a moralidade e o viver santo, ela é um esforço despendido em vão.



Há um sarcasmo nas palavras de Jeremias: Ajuntai os vossos holocaustos aos vossos sacrifícios, e comei carne (21). Ele está dizendo: Vocês podem juntar seus holocaustos (que eram completamente devotados a Deus, e que ninguém deveria comer) com suas ofertas pacíficas (que era comidas pelos adoradores) e comê-los. Diante de tais circunstâncias seus sacrifícios não tinham valor religioso; eram apenas mera formalidade.



O versículo 22 tem sido interpretado de várias maneiras. De modo superficial, há uma dificuldade em conciliar nesse versículo a história hebraica com a prática religiosa. No entanto, quando o lemos no seu contexto, percebemos que ele simplesmente significa que a ordem principal de Deus não tratava de holocaustos ou sacrifícios quando tirou o povo da terra do Egito (21-22).

A ênfase principal naquela época foi: “Obedeçam à minha voz; então serei o seu Deus e vocês serão o meu povo” (lit.). As exigências morais de Deus sempre são importantes. O sistema sacrifical foi instituído com o propósito de promover a obediência moral e tornar Deus um fator real na vida do povo.



Em vez de obedecer às exigências morais de Deus, o povo começou a caminhar nos seus próprios conselhos (teimosia), no propósito do seu coração malvado (24) e tornou-se ainda mais perverso e pecador. Quando falharam em aprender do sistema sacrifical, Deus instituiu o ofício da profecia. Os profetas eram comissionados para auxiliar o povo no cumprimento dos requerimentos da lei que tinham sido dados no monte Sinai: O povo agora tinha uma ajuda dupla: as lições práticas no viver santo apresentadas pelo sistema sacrifical e a pregação dos profetas. Moffatt interpreta todos os dias madrugando e enviando-os (25) como indicando a profunda preocupação de Deus:



“Tenho enviado a vocês todos os meus servos, os profetas, zelosa e sinceramente”. Ao invés de ouvir a uma dessas “mediações de ajuda”, eles não me deram ouvidos, nem inclinaram os ouvidos, mas {…] fizeram pior do que seus pais (26). Eles endureceram a sua cerviz, i.e., se tornaram mais teimosos. Agora Deus cuida para que não dêem ouvidos nem respondam (27) quando Jeremias lhes falar. Por conseguinte, o profeta deve transmitir o seguinte veredicto: Uma gente é esta que não dá ouvidos à voz do SENHOR, 1…] e não aceita a correção (28). Agora a única coisa que os aguarda é juízo e destruição.



VIII. A Ironia da Retribuição do Pecado (7.29 )



Corta o cabelo da tua cabeça (29) parece ser dirigido à filha de Sião, i.e., Jerusalém, visto que o verbo está no feminino. O restante do versículo indica que o corte de cabelo é um ato de pranto e luto. Esse ato pode se referir ao cabelo dos nazireus, que era um símbolo da sua consagração a Deus. Jerusalém, como cidade, era considerada “um nazireu para Deus, que precisa agora cortar seu cabelo e ser profanada, degradada e separada de Deus”. O SENHOR rejeitou e desamparou a geração do seu furor — “a raça que o suscitou à ira” (Smith-Goodspeed); havia, portanto, amplo motivo para prantear.



IX. A BÍBLIA, UMA MENSAGEM ATUAL



Deus, na Sua presciência. estabeleceu Sua Palavra, de modo que ela abrange o passado, o presente e o futuro. As necessidades dos homens durante toda o tempo, tem sido as mesmas durante sua existência na terra. Somente uma palavra atual, poderia suprir estas necessidades humanas.

Em Hebreus 4.12, encontramos o que é a Palavra de Deus, viva e eficaz, em Sua Mensagem, Seu Poder, cumprindo-se a cada dia na vida daqueles que a procuram como verdadeiro refúgio em dias de tempestade, (Is 32.2).



X. A BÍBLIA TEM MENSAGEM PARA OS NOSSOS DIAS



A Bíblia define os dias de hoje como: dias maus, (Ef 5.16), de aflições, tempos trabalhosos. Temos visto o clamor do povo e até mesmo da Igreja, face aos acontecimentos mundiais. A primeira grande mensagem da Bíblia para nós é sobre a Fé. A Bíblia é um Livro de fé. Em todas as Suas páginas, temos lições de fé.



A fé Bíblica dissipa todas as coisas: incertezas, dúvidas. temores, angústias. depressões, num mundo onde as pessoas andam tateando. A fé vê o invisível, (Hb 11.27). Quando muitos estão caindo e se prostrando diante das situações, os que tem fé estão de pé, (II Co 1.24). Onde encontrar fé num mundo de incredulidade? Na Palavra de Deus. Busque na Bíblia, a fé que você precisa para vencer o mundo (I Jo 5.4).



Outra grande mensagem Bíblica para os dias atuais é a mensagem do revestimento espiritual. Muitas pessoas tem fé, entretanto não estão revestidas. O apóstolo Paulo afirma em Efésios 6.13: “Portanto tomai toda a armadura de Deus”. Fé sem revestimento, muitas vezes nos traz decepções. Todas os homens de fé que a Bíblia registra, precisaram do revestimento de Deus para a peleja, (At 6.8,55).



O mundo atual, é um mundo vazio. São corações vazios de Deus, e muitas vezes, cheios do Diabo. Somente uma Igreja revestida pode encarar este mundo. Muitos cristãos tem reclamado que os dias atuais são dias de muita carne. A Bíblia diz em Romanas 13.14, “Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências”. Revista-se do Senhor Jesus, através da Sua Palavra. da oração, da adoração e da comunhão.



Os nossos dias são dias de muita procura espiritual. Temos visto como os templos estão cheios de pessoas na busca de algo que satisfaçam suas necessidades. Duas grandes necessidades: a fé e o revestimento do Espírito Santo. Jesus disse aos discípulos “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lc 18.8). Não esqueça o revestimento que Deus tem para dar (I Ts 5.8).



XI. A BÍBLIA TEM ESPERANÇA PARA NOSSOS DIAS



Uma outra grande mensagem da Bíblia para os dias atuais é sobre a esperança. Deus é Deus de esperança, (Rm 15.13), e gostaria que Seus filhos fossem cheios de esperança. Vemos porém o contrário, vidas desesperadas, sem Deus, estranhos à tudo que é espiritual, (Ef 2.12).



Esperança é uma dádiva de Deus, que nem todos conhecem. Jeremias, o profeta das lágrimas disse: “Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do Senhor”, (Lm 3.26). Esperança é motivo de alegria na vida daqueles que a têem. Nas referências Bíblicas, a esperança produz uma série de bênçãos, (Jr 17.7,8). O mundo em que vivemos necessita urgente de mensagens de esperança. (Jó 8.13). Sem ela o mundo tem vivido em constantes sofrimentos, (I Ts 4.13).



Cabe portanto à Igreja, portadora dessa grande mensagem, divulgá-la com todas os recursos passíveis, pois esperança é uma das virtudes que permanecem, (I Co 13.13). É algo que incentiva a viver na presença de Deus. Esperança para os salvos é vida, é regeneração. Fomos regenerados para uma viva esperança, (I Pe 1.3).



Esperança que precisa ser explicada àqueles que procuram saber sua razão em nossas vidas. A esperança dos salvos tem uma razão, (I Pe 3.15), razão que leva-nos a viver uma vida de santificação na presença do Senhor, esperando-O a cada dia (I Jo 3.3). pacientemente como o lavrador espera pelos frutos. Finalizando, podemos entender que a vida eterna em Cristo Jesus, torna-se o maior resultado da esperança na vida do cristão, (Tt 1.2).



XII. A BÍBLIA TEM SALVAÇÃO PARA OS NOSSOS DIAS



O que mais precisa o mundo moderno? Temos visto que em quase todas as áreas da vida humana tem havido progresso. Nas ciências o homem tem desenvolvido os mais assustadores inventos tecnológicos, e assim por diante. Entretanto, na área moral, pessoal, social, familiar e afins, o homem necessita de salvação. E salvação é com a Palavra de Deus. Não vamos encontrar outro livro, que nos mostre de maneira tão simples e clara tudo que precisamos para nos tornar salvos.



A Bíblia mostra que salvação é um ato de fé, (Ef 2.8), da parte do homem; e um ato da graça, da parte de Deus. Em suma, o homem entra com a fé, Deus o encontra com a graça, (At 16.31). Precisamos mostrar àqueles que estão perto de nós, que salvação é coisa necessária aos dias de hoje. Salvação é uma palavra abrangente, pais quando somos salvos, sentimo-nos seguros em Deus, (SI 91.1), de todo o poder do pecado contra nossas vidas, (Rm 6.14). Somos resgatados acima de tudo, das garras do Diabo.



A Bíblia diz em Atos 26.18 que o Senhor Jesus nos livrou do poder de Satanás, e nos converteu a Deus, Tal experiência tem acontecido hoje, em nossos dias com milhares de vidas, que, dantes presas, agora libertas em Cristo Jesus, foram livres do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai, (Gl 1.4).



Salvação abrange também o futuro. A Bíblia nos diz sobre a ira vindoura, quando Deus estará julgando os atos dos homens dissolutos e maus que desprezaram Sua Salvação em Cristo, (Rm 2.5), e salvando de maneira gloriosa e poderosa, todos àqueles que em Cristo, fizeram confissão de sua fé em Deus, (Rm 10.10).



Esta salvação final é descrita na carta aos Romanos cap 8, quando Paulo diz: Parque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora, e continuando, Paulo afirma que não somente a criação mas todos nós que temos as primícias do Espírito, também gememos esperando a redenção do nosso corpo. Esta redenção final se dará no Arrebatamento da Igreja, quando seremos transformados à semelhança do corpo de Jesus, (Fp 3.21), e estaremos para sempre com o Senhor.



XIII. A BÍBLIA TEM SANTIFICAÇÃO PARA NOSSOS DIAS



A santificação Bíblica é um dos aspectos de nossa salvação em Jesus Cristo. Uma vez salvos, devemos buscar a santificação. Ela aparece na Bíblia não como um mandamento apenas, mas sim como, a vontade de Deus, (I Ts 4.3). Santificação tem estado nos propósitos eternos de Deus. Paulo afirma em Efésios 1.4, que antes da fundação do mundo, Deus planejou nossa santificação.



Santificação é coisa tão séria, que o escritor aos hebreus escreve numa linguagem clara e fácil: “Sem santificação, ninguém verá o Senhor.” (Hb 12.14). Assim sendo, quando o povo de Deus se reúne, Deus nos vê como uma congregação de santificados, (SI 89.7). A oração do povo de Deus é uma oração de santificados, que desejam a cada dia mais e mais de seu Pai celestial, (Mt 6.9).

A vida do povo de Deus é uma vida de santificados, pois a cada dia esperam a volta do Senhor Jesus, (Fp 4.5). Infelizmente, hoje em dia, muitos tem desprezado a santificação. Cremos ser isto uma investida do inimigo na vida do povo de Deus. A falta de santificação em muito tem atrapalhado a operação de Deus no meio do Seu povo, (Js 3.5). A Santificação começa no interior do crente. É obra do Espírito Santo, que deseja nos preparar a cada dia para o arrebatamento da Igreja. (I Ts 5.23).



CONCLUSÃO



Segundo o texto de 1 Pe 2.9,10, a igreja deve cumprir plenamente o seu tríplice ministério: real, sacerdotal e profético, para que a sua missão satisfaça o projeto de Deus na Terra. Prezado leitor, ao concluirmos esta leitura, vimos claramente o deseja de Deus para nossas vidas através da Sua Palavra. A Bíblia continua atual em Suas Mensagens, porque as necessidades dos homens são as mesmas em todo o tempo. Esperamos que você faça uso dessa tão poderosa Palavra, para ajudar tantas vidas que carecem de Deus. Essas pessoas não estão longe, elas estão perto de nós, no nosso dia a dia, e esperam de nós uma palavra de vida eterna

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

BIBLIOGRAFIA

Comentário Bíblico Beacon Lições bíblicas CPAD 2007 www.pilb.t5.com.br



Fonte: http://rxisaias.blogspot.com/



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Anunciando ousadamente a Palavra de Deus – 3



Posted: 14 Apr 2010 07:50 PM PDT









por Francisco A. Barbosa



I. INTRODUÇÃO



“Põe-te à porta da Casa do Senhor…” Jeremias foi comissionado pelo Senhor a pregar à porta que levava ao átrio do Templo. Colocou-se no lugar central de adoração de Judá para denunciar a falsidade da nação. Ele próprio era um sacerdote, o que tornou este ato ainda mais formidável; todos os judeus subiam à uma das festas anuais (Ex 23.14-18) quando requeria que todo o povo de Israel se fizesse presente para adorar ao SENHOR! Aproveitando essa oportunidade, Jeremias refuta a falsa idéia de que o Eterno não permitiria que dano algum sobreviesse ao Templo ou a cidade santa – o Templo santificado pela presença do SENHOR (1Rs 8.10), parecia para eles como inviolável, e o desastre de Senaqueribe ocorrido em 701 a.C. diante dos muros de Jerusalém, serviu para reforçar ainda mais essa idéia de proteção de YAWEH sobre a cidade santa (2Rs 19.32-34) – Jeremias brada no portão que leva ao átrio que tal confiança é ilusória. Deus pode abandonar seu Templo! (Ez 11.23). Somente o arrependimento e a justiça, não o ritual, trariam libertação. Mais uma vez, temos a oportunidade de alertar nossos alunos quanto as falsas doutrinas difundidas hoje onde se procura ‘materializar a fé’, e os crentes são orientados a repousar sua fé em objetos sagrados, em atos proféticos, palavras positivas e muitas outras bizarrices que estão invadindo nossa liturgia. Veremos vários paralelos entre a maneira como os judeus viam o Templo em Jerusalém e como muitos hoje vêem suas igrejas. Conduzamos, então, nossa classe a concluir que só o arrependimento e a justiça trarão a libertação.



II. DESENVOLVIMENTO



I. JEREMIAS É CHAMADO A PREGAR NA PORTA DO TEMPLO



O Templo era tido como ‘amuleto’ e nele pairava a falsa idéia de proteção, foi para lá, então, que o Eterno envia o profeta com a dura mensagem que escandalizou o povo: que tal confiança era ilusória!



1. O ambiente da pregação. Não obstante estarem contaminados com a idolatria, Deus os chama de ‘meu povo’ e ‘casa de Israel’, numa clara evidência de que Ele desejava reatar os laços de confiança. “Os profetas e os sacerdotes proferiam falsas garantias de paz ao povo em vez de correção. Como poderemos corrigir uma falha ou abandonar um pecado se nossos líderes disserem que tudo está bem? (Bíblia do Estudante Aplicação Pessoal – REFLEXÃO. Os judeus não cultuavam a presença de Deus em sua vida como faziam no Templo e ludibriados pela classe sacerdotal, viviam atolados em práticas odiosas ao Eterno. “O povo seguia rituais de adoração, porém mantinha um estilo de vida pecaminoso. Tratava-se de um comportamento religioso sem um compromisso verdadeiro com Deus.” (Bíblia do Estudante Aplicação Pessoal – REFLEXÃO.



2. Nossa responsabilidade. Temos hoje no Brasil grandes ministérios, com suntuosos templos, bem equipados e confortáveis, mas é possível freqüentar tais lugares e voltar para casa vazios. Em nossa cultura evangélica tupiniquim, dá-se mais valor ao templo e/ou denominação a que se pertence do que a um comprometimento com o SENHOR semelhantemente como nos dias de Jeremias. Nos programas de TV, a ênfase recai mais na placa da igreja onde pertencer a esse ou aquele grupo é mais importante do que ter uma vida transformada para Deus. O que temos hoje é uma geração de crentes que depositam sua fé no templo do qual fazem parte porque já não são templos do Espírito Santo. Jeremias deveria proclamar a Palavra de Deus a todos os filhos de Judá, por isso foi para a porta do Templo, onde todos haveriam de lhe ouvir. SINOPSE DO TÓPICO (1).



II. A MENSAGEM DE JEREMIAS



1. O alcance da mensagem de Jeremias. O profeta colocou-se no lugar central de adoração de Judá e lançou o apelo do versículo 7.3, talvez um choque para o complacente Judá, era que eles não poderiam ocupar a terra prometida automaticamente, isto, dito à uma grande massa que ocorria numa das grandes festas anuais à cidade santa, “a mensagem de Jeremias era uma só: do Sumo-sacerdote ao menor dos adoradores, todos deveriam abandonar os seus maus caminhos.” SINOPSE DO TÓPICO (2).



2. O chamado ao primeiro amor. Numa linguagem condicional que repercute a aliança mosaica (Dt 14.28, 29; 13.1-3). Denunciando o padrão ímpio da conduta religiosa deles, a dura mensagem conclama o povo ao arrependimento e emendasse o seu caminho.



III. JEREMIAS COMBATE A TEOLOGIA DO TEMPLO



“A repetição tripla da frase Templo do Senhor é um dispositivo literário usado para dar ênfase. A simples repetição da frase indica confiança em palavras falsas, pois a proteção e a bênção vêm somente através de vida reta.” (Bíblia de Estudo Plenitude, SBB, pág. 726). Nos últimos anos, muitos cristãos têm assumido uma postura distorcida em relação ao que significa ser cristão. Sob o slogan ‘Jesus é o Senhor’, muitos são ludibriados por um falso evangelho e abraçam doutrinas falaciosas e místicas. Torcem verdades eternas e a pregam-nas até mesmo em nossos púlpitos! Certamente você já ouviu algum pregador bradar frases como essas: “Satanás venceu Jesus na cruz” (Kenneth Copeland); “o que eu confesso, eu possuo” (Keneth Hagin); “Diga a coisa. Faça a coisa. Receba a coisa. Conte a coisa” ( Keneth Hagin). “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (Mt 7.15).



1. A teologia do Templo. Existem muitos pseudo-profetas que fingem ser guias espirituais, mas cujo verdadeiro objetivo é egoísta e destrutivo. A liderança judia estava mais interessada em manter seu status do que pastorear o rebanho. O povo seguia seu caminho confiando na proteção divina garantida pela presença do Templo do SENHOR. Acreditavam mesmo que estavam livres de todos os perigos. Temos hoje uma ‘teologia do templo’ como aquela; você já ouviu alguém bradar: “Determine agora sua vitória”? É a chamada ‘determinação’ e muita gente anda crendo que podem realizar milagres pronunciando palavras de ordem e esquecem-se que somente Deus pode determinar (Gn 1.3; Sl 148.4,5). Não há em toda Bíblia ensino como este; Jesus jamais ensinou isso, pelo contrário, “pedi, e dar-se-vos-á” (Mt 7.7). Esta com certeza você já ouviu: “Eu profetizo prosperidade sobre a sua vida”; A profecia é um dom do Espírito Santo para exortar, edificar e consolar (1Co 12.7; 14.3). Há na verdade uma confusão tremenda entre o ministério profético do Antigo Testamento e a profecia apresentada no Novo Testamento. Essa é a atual teologia do templo que tem contaminado nossos púlpitos, oriundos de conceitos metafísicos do herege Movimento da Fé. Jeremias foi enérgico contra aquela ilusória teologia e convoca-nos a agir de igual forma. Deus não tem compromisso com síbologias, palavras proféticas, atos proféticos, enfim, seu comporomisso é com os que seguem-No obedientemente.



2. A desmistificação da teologia do Templo. A dura mensagem proferida por Jeremias era na realidade, um chamado de Deus ao arrependimento e serviu para desmitificar a falsa idéia de segurança por causa do Templo e dos seus rituais sem perceberem a necessidade do arrependimento, vivendo dissolutamente. Muitos crentes hoje vivem com a falsa idéia de segurança porque crêem no “sangue de Cristo” enquanto vivem dissolutamente, parafraseando Jeremias, estão vivendo em confiança de palavras enganosas que para nada são proveitosas (v.8).



3. O comportamento reprovável dos judeus. “ E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração. Mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.” (Mt 21.13). Em todas as épocas do Templo parece ter havido um desvio da função precípua: servir de casa de oração. Jesus cita parte da perícope de Jr 7.11 para expor os pecados dos líderes judaicos de seus dias. Hoje temos o púlpito sendo profanado como meio de autopromoção social, lucro financeiro, diversão ou show artístico. Jeremias foi ousado denunciando estas profanações e o padrão de vida ímpio e corrupto das pessoas que afirmavam que a cidade de Jerusalém era invencível por causa do Templo. Jeremias acusa a nação de ir ao Templo para se purificar dos seus pecados, dizendo toda vez que acabava o culto: fomos libertos dos pecados e agora estamos prontos para começarmos a pecar outra vez. O compromisso de Deus não é com símbolos ou ícones, mas com todos os que guardam a sua Palavra e observam suas alianças. SINOPSE DO TÓPICO (3).



IV. A LIÇÃO DE SILÓ



O Eterno deu a eles um exemplo de como Ele julga pecados contínuos e repetidos. O Senhor incentivou irem a Silo onde o Tabernáculo estava no princípio a fim de que constatassem in loco a total destruição do local acontecida nos dias de Eli e Samuel por causa do pecado (1Sm 4.11) embora tenha sido Siló para os Judeus da época dos juízes o que era Jerusalém na época dos reis.

1. As teologias modernas. Novas teologias têm surgido confundindo o povo de Deus. Ninguém gosta de estar errado. É humilhante admitir que a fé religiosa de toda a vida tenha sido colocada em algo errado e que a crença herdada é na verdade falsa. Transcrevo a seguir, algumas afirmações de grandes ícones do protestantismo americano que têm influenciado as Igrejas de um modo geral no Brasil: “O impecável filho de Deus tornou-se como uma serpente, para que pudesse engolir todo o mal… Se vocês quiserem contemplar o que aconteceu quando a oferta pelo pecado foi oferecida e o fato de Jesus se tornar uma serpente sobre o madeiro, isso transformará a vida de vocês… Jesus morreu espiritualmente, não por causa de qualquer de seus pecados! Mas ele tornou-se a serpente no madeiro, erguida no chão, segundo o tipo do Antigo Testamento” (Charles Capps); “Ele [Jesus] está sofrendo tudo quanto há para sofrer. Fora dele não sofrimento que reste. Seu espírito emaciado, exaurido, apequenado e verminoso está no fundo daquela coisa [o inferno]. E o diabo pensava que o tinha destruído” (Kenneth Copeland); “Quando você diz: ‘Eu sou um cristão’, você está dizendo: ‘eu sou um mashiach’, no hebraico. É como se dissesse: eu sou um pequeno messias andando sobre a terra. Essa é uma revelação chocante… Posso dize-lo dessa maneira? Você é um pequeno Deus andando por aí.” (Benny Hinn). (Cristianismo em Crise – Hank Hanegraaff, CPAD, páginas 420 e 421). Precisamos estar atentos, pois atualmente muitos arremedos homiléticos e litúrgicos têm surgido com o objetivo de corromper a sã doutrina SINOPSE DO TÓPICO (4). Além dessas distorções bizarras, temos contemplado uma crescente valorização do TER em detrimento do SER. O evangelho distorcido em apoio à teologia da prosperidade. Precisamos mudar duma teologia baseada em perspectivas temporárias para uma teologia alicerçada sobre verdades eternas.



2. O perigo de nossos triunfos. Quando os judeus se instalaram em canaã, o Tabernáculo tomou uma forma mais permanente em Siló. Passou a ser permanente o bastante para que vivessem a chamá-lo de Templo, para que Samuel e Eli morassem nele e para que as portas de entrada fossem abertas e fechadas. Mesmo depois de os filisteus terem destruído Siló, se apossado da Arca da Aliança e a devolvido aos judeus via Bete-Semes e Quiriate-Jearim, ele continuava sendo uma espécie de tenda-templo e ficou ali até a construção do Templo por Salomão. O propósito era que o Templo servisse de santuário para a nação adorar à YAWEH, mas o que constamos é que ele tornou-se numa espécie de amuleto. “Muitos cristãos não se vêem como templo do Espírito Santo e usam a filiação religiosa como um esconderijo, pensando que esta os protegerá dos males e dos problemas.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal).



III. CONCLUSÃO



Ao vocacionar Jeremias para esta tarefa, Deus visava advertir a nação eleita sobre os perigos que corriam caso permanecessem trilhando caminhos tortuosos. A causa da queda de ambos os reinos (Israel e Judá), foi a entrega à devassidão e idolatria que grassava em Canaã. Que o Eterno em Cristo Jesus nos guarde de cairmos ou de sairmos de Sua presença seguindo falsos ensinos e falsos doutores que têm surgido em nosso meio. “Separar-se de Deus é como manter uma planta verde longe da luz do sol ou sem água.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal)



APLICAÇÃO PESSOAL



“Vocês sabiam que desde o começo do tempo o propósito inteiro de Deus era reproduzir-se?… Quem são vocês? Vamos lá, quem são vocês? Vamos lá, digam: ‘Filhos de Deus!’ Vamos lá, digam!… E quando estamos aqui de pé, vocês não estão olhando para Morris Cerullo; vocês estão olhando para Deus, estão olhando para Jesus.” (Cristianismo em Crise – Hank Hanegraaff, CPAD, página 390). Isso é apenas a ponta do iceberg, o maior inimigo do cristianismo não está fora dele, não está na Nova Era ou nas religiões orientais. Temos um tumor cancerígeno que ameaça mortalmente o cristianismo – citações como estas corroem a sã doutrina e desviam multidões do verdadeiro Evangelho. Será que você já ouviu no púlpito de sua igreja frases como estas: “quando Jesus morreu, houve festa no inferno”? “Eu venci o mundo, e vós também vencereis”? “Profetizo sobre a sua vida”? “Jesus tomou as chaves do diabo”? “Eu te abençôo”? “Nossas palavras produzem bênção e maldição”? “Determine agora a sua vitória”? Muito disso tem origem nas falsas doutrinas importadas e também é resultado da falta de conhecimento da grande maioria de nós das verdades bíblicas. Muitos cultos já se tornaram parecidos com programas de auditório, onde cantores e pregadores menosprezam a liturgia básica (1Co 14.26). Falar o que as pessoas querem ouvir é a tônica do momento. Estamos atravessando um período semelhante àquele da época de Jeremias. Aquele profeta pranteou intensamente em favor dos seus conterrâneos, não obstante ser aquela nação contumaz, no entanto, isso não impediu que Jeremias continuasse a interceder, pois ele tinha compaixão por aquelas almas. Carecemos de homens de Deus que estejam dispostos a verterem suas lágrimas em favor do nosso povo. Quantas vezes nós temos chorado pela nossa igreja? O comentarista da revista nos desafia a colocarmos em prática o grande lamento de Jeremias em favor da igreja evangélica brasileira, em particular nossa quase centenária Assembléia de Deus!



N’Ele,

Francisco A Barbosa

assis.barbosa@bol.com.br



BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

- Bíblia de Jerusalém, Paulus;

- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB;

- Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal;

- Cristianismo em Crise – Hank Hanegraaff, CPAD;

- Erros que os pregadores devem evitar – Ciro Sanches Zibordi, CPAD;

- Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhPUAw1mUPhmS1juuAen7-WFuvQL9tBDuvzh4wwth_FrH7drHT3LFfgxSWOwKGZ7t9bYoD-NEjTT1o7BMclK4YfQrlqQHwxho6wSkessdJqDBchnvkn-yVv8lcLBcvD40aFaijXbX05w5Y/s400/hipocrita.jpg



EXERCÍCIOS



RESPONDA

1. Qual a importância do sermão pregado por Jeremias na porta do Templo?

R. A importância está no fato de que a mensagem de Jeremias refutava a falsa crença de que Deus não deixaria que dano algum sobreviesse ao Templo ou àqueles que viviam na cidade

2. Qual a essência deste sermão?

R. “Melhorai os vossos caminhos e as vossas obras, e vos farei habitar nesse lugar” (Jr 7.3).

3. O que era a teologia do Templo?

R. Acreditar que Deus jamais permitiria que Judá fosse destruída, pois em Judá encontrava-se a Cidade Santa.

4. Por que a teologia do Templo era perigosa?

R. Porque iludia os israelitas fazendo com que permanecessem em seus pecados.

5. Que perigo hoje corremos com as falsas teologias e modismos?

R. O perigo de acharmos que não mais temos a obrigação de considerar a Palavra de Deus.



(BOA AULA!)



Fonte: http://auxilioebd.blogspot.com/



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Anunciando ousadamente a Palavra de Deus – 2



Posted: 14 Apr 2010 07:43 PM PDT









por Manoel Benedito de Moura Junior



INTRODUÇÃO



Deus convocou Jeremias para que se pusesse na entrada do templo de Jerusalém e anunciasse sua mensagem aos que ali viessem para adorar. A mensagem foi similar à que ficou registrada: “o povo tinha de reformar seus caminhos (Jr 3.12 e 26.13), se quisesse continuar vivo ali”. Para Judá, o templo era sacrossanto e, portanto, impregnável a todos os ataques. Se acontecesse o pior, Yhawé sem dúvida interviria para salvar a cidade onde colocara o Seu nome. Ora, Jeremias afirma aqui justamente o oposto. Também Silo era considerada inviolável, mas foi derrubada. O “sermão no templo” aqui reproduzido não menciona o alarme e a fúria que provocou. Todavia, no capítulo 26 essa informação é-nos dada entre os sumários históricos da segunda parte do livro, indicando-nos também o perigo a que o profeta se expôs no seu arrojado testemunho. Se, de fato, o capítulo 26 pertence à mesma época que estes “sermões no templo”, então o ano seria 608 A. C., ou seja, o começo do reinado de Jeoaquim. Esta seção constitui a terceira mensagem de Jeremias.



I. JEREMIAS É CHAMADO A PREGAR NA PORTA DO TEMPLO



A chamada do profeta ao povo para que se reúna às portas do templo era estratégica e objetiva com a finalidade de lembrar ao povo os seus pecados e chamá-los ao arrependimento antes de entrarem na casa de Deus para adorar “Ouvi a palavra do Senhor, todos de Judá”.



1. O ambiente da pregação.



O meio ambiente do sermão neste capítulo é a porta, apontando para o portão que separava os átrios. Jr 26.10 tem o sermão entregue na nova porta. Não há como identificar os dois sermões como se fosse um único, nem como afirmar que não é um só sermão, e em nada nos ajuda a vaga referência á porta. Jeremias demonstrou sua coragem entregando a mensagem na boca do leão, por assim dizer, e podemos ter certeza de que a forte oposição que se levantou contra ele foi parcialmente provocada por um desses atos ousados. Deus comissionou Jeremias a proferir uma mensagem para o povo de Judá à porta do templo. “Ouvi a Palavra do Senhor, todos de Judá” (Jr.7.2) sugere que a ocasião era uma festa nacional, uma em que todo o reino participava.



2. Nossa responsabilidade.



Anunciar a verdade de Deus em pleno século XXI é mais que um desafio, é uma questão de vida ou morte. O homem de Deus do presente século precisa assumir uma posição que vai na contra-mão da sociedade hodierna. Pregar a mensagem de Deus em meio tanto relativismo moral, filosófico e teológico não é fácil. Tanto Jeremias quanto Ezequiel viveram algo semelhante veja o que o profeta Ezequiel registrou em seu livro: “E disse-me: Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se rebelaram contra mim; eles e seus pais prevaricaram contra mim, até este mesmo dia. E os filhos são de semblante duro e obstinados de coração; eu te envio a eles, e lhes dirás: Assim diz o Senhor JEOVÁ. E eles, quer ouçam quer deixem de ouvir (porque eles são casa rebelde), hão de saber que esteve no meio deles um profeta” (Ez 2.3-5). Enfrentamos em nossos dias as mesmas dificuldades e sofremos as mesmas ameaças. Uma nação rebelde e apóstata tenta nos esmagar com as suas filosofias libertinas e diabólicas tentam nos calar da mesma forma que tentaram calar a boca de Jeremias, porém, precisamos olhar não somente para Jeremias, mas também para todos os homens que profetizaram antes e depois dele, homens que não tiveram a sua vida por preciosa homens que assumiram a responsabilidade de transmitir a mensagem de Deus em tempo e fora de tempo “Conjuro-te diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de Julgar vivos e mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e a fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2Tm 4.1-4).



II. A MENSAGEM DE JEREMIAS



1. O alcance da mensagem de Jeremias.



A mensagem de Jeremias tinha que ter um alcance nacional. Jerusalém não estava imune aos ataques do exército babilônico somente porque o templo ficava ali. O povo de Judá já havia rejeitado tudo quanto o templo representava, em sua franca idolatria pagã e em seu sincretismo que combinava yahwismo e culto pagão. Até os profetas e os sacerdotes tinham desertado os antigos caminhos da lei. (Jr 5.31). A mensagem começa com uma advertência. “Melhorai os vossos caminhos”, Judá deve deixar a idolatria, mas também precisa: 1) abandonar a opressão, 2) não mais levar vantagem sobre o pobre (“órfão e viúva”), e 3) manter um sistema judiciário honesto. O louvor a Deus e a moralidade são os pilares duplos sobre os quais a sociedade deve repousar.



2. O chamado ao primeiro amor.



A única coisa que poderia deter o juízo de Deus sobre Judá era o arrependimento e o retorno ao primeiro amor. Se a igreja hodierna deseja experimentar o verdadeiro avivamento e a ação sobrenatural de Deus, precisa voltar urgentemente ao primeiro amor. Lugares sagrados e símbolos sagrados nada são a vista de Deus, quando o coração não é reto por dentro, de nada vale todos os rituais nem todos os sacrifícios se o coração não esta cheio de amor por aquele que é a essência da nossa própria vida. Voltemos ao primeiro amor “Só assim o povo de Deus será conhecido como povo que se chama pelo seu nome” (2Cr 7.14).



III. JEREMIAS COMBATE A TEOLOGIA DO TEMPLO.



Toda e qualquer conquista sempre levará os seres humanos a tentação. O sentimento de que a conquista é o ponto chave para nossa segurança sempre permeia nossas vidas quando alcançamos o alvo. O povo de Judá estava pensando exatamente assim e por isso não aceitavam o que era proferido por Jeremias: “Não vos fieis em palavras falsas, dizendo: Templo do SENHOR, templo do SENHOR, templo do SENHOR é este” (Jr 7.4).



1. A teologia do templo.



A teoria de que o templo era um local completamente seguro e que jamais seria destruído pelos inimigos era uma farsa. Toda nação pecava de forma continua contra o Senhor. Até a adoração estava corrompida. No que é conhecida como a teologia do templo, o Senhor repete zombeteiramente a declaração do povo de se sentir seguro, porque tem o templo de Jeová diante deles. Com certeza, nada aconteceria com eles no templo, certo? Durante todo o tempo, a Babilônia se aproxima com seus exércitos. E o Senhor repreende-os por intermédio de Jeremias (Jr 7.9-11).



2. A desmistificação da teologia do templo.



Não é de admirar que em pleno século XXI existam pastores que atribuam o crescimento suntuoso dos seus templos à aprovação Divina. Dizem eles: “Templo do SENHOR, templo do SENHOR, templo do SENHOR é este” (Jr 7.4). O povo de Judá também acreditava que pelo simples fato de terem o templo como lugar de adoração estavam livres para cometer todo o tipo de pecado. Precisamos entender que o compromisso de Deus é com o seu povo e não com o templo. Deus firmou um compromisso com o seu povo e não com uma denominação evangélica. O templo era considerado uma fortaleza invencível para o povo de Judá, o lugar santo onde os inimigos jamais entrariam. Hoje são muitos os que se deixam iludir pelo tamanho do templo onde congregam e até mesmo por fazer parte de uma denominação centenária como se Isso fosse alguma coisa diante de Deus. O povo se deixava enganar pelas mensagens dos falsos profetas de que aquele era o templo do Senhor, grande ilusão!



3. O comportamento reprovável dos judeus.



Toda nação pecou contra o Senhor. Eles queimavam os seus filhos e filhas no fogo em adoração a Moloque, oferecendo os membros de sua própria família em sacrifício humano em sua religião falsa e detestável! Eles chegaram a um impasse terrível em que Deus não se importava com a adoração religiosa vazia deles. Eles entravam na casa de Jeová e, às vezes, faziam a coisa certa, mas o Senhor sabia todas as outras coisas que estavam fazendo. Deus sabia que eles não se importavam mais com a sua palavra (Jr 6. 19,20). Na verdade sua palavra tornara-se “vergonhosa” para eles (Jr 6.10). O templo do Senhor se tornara um covil de mentirosos, ladrões, juízes corruptos, sacerdotes profanos e adúlteros etc. O pecado de Judá superou o pecado das nações pagãs vizinhas algo que Deus não podia suportar mais.



IV. A LIÇÃO DE SILÓ



A lembrança do que aconteceu em Siló é um retrocesso na história que Deus usou para lembrar o povo que Siló foi o lugar onde o Senhor fez habitar o seu nome (Jr 7.12). Siló tinha sido um lugar de adoração durante o período dos juízes, a cidade ficava quase 29 Km ao norte de Jerusalém, tendo sido um santuário de grande importância para Israel, durante longo tempo mas quando o povo fez da arca um fetiche (1Sm 4.34ss), a vila foi destruída. Deus disse: Vede o que lhe fiz (a Siló), por causa da maldade do meu povo [...] Farei também a esta casa (o templo) [...] como fiz a Siló (Jr 7. 12,14). Com essa predição, Jeremias tocou no nervo mais sensível da vida religiosa do povo. Eles reagiram (Veja o cap. 26) com ressentimento e ira, porque Jeremias expôs sua auto-ilusão e sua pobreza moral. Para satisfazer seus próprios desejos depravados, o povo foi tentado a fazer uma imagem de Deus, e reduziram os preceitos morais dele a ilusões supersticiosas. Aqui está uma tendência inerente da natureza caída do homem (Rm 1.22ss). Deus declarou: Vocês não estão seguros como acham que estão. Eu vos arrojarei da minha presença, como arrojei a todos os vossos irmãos [...] de Efraim (Jr 7.15). Essa referência aqui é ao exílio de Judá. A auto ilusão sempre termina em tragédia e desolação (Mt 23).



1. As teologias modernas.



Os ensinos teológicos que norteiam as mais variadas denominações precisam passar pelo teste de veracidade canônica das Escrituras. Muito do que se tem ensinado hoje é mais que uma afronta ao cordeiro como diz o comentarista da lição. Fico triste quando vejo pastores na televisão dizerem o seguinte: “Se você não tem fé para receber o milagre ou não crê no milagre eu creio por você e se a cura não vier pela sua virá pela minha”. Quanta arrogância e prepotência nem Jesus curou aqueles que não tinham fé nele “E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles” (Mt 13.58). “Não pode fazer ali nenhum milagre, senão curar uns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos” (MC 6.5), Esses pastores no mínimo se acham melhores e mais importantes do que Jesus. Outro ponto importante é o qual Paulo trata em uma de suas epístolas “Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo” (Cl 2.8). O que as modernas teologias ensinam não serve para edificar nem os seus próprios teólogos nem eles mesmos sabem discernir e perceber quão terrível será o julgamento de Deus sobre eles por estarem deturpando os princípios teológicos que correspondem à verdadeira fé cristã. Com tantas aberturas e supostas brechas teológicas os teólogos pós-modernos ensinam o relativismo moral, teológico, filosófico, social etc. apóiam todo o tipo de pecado e ensinam todo o tipo de mentira mascarada de verdade, falsos profetas isso é o que eles são.



2. O perigo de nossos triunfos.



O triunfo sempre será uma derrota quando nos leva à pensar que somos importantes, poderosos, auto-suficientes como pensou Nabucodonosor: “falou o rei e disse: Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com o meu grandioso poder e para glória da minha majestade?”, para a desgraça de Nabucodonosor a sua megalomania teve um fim trágico: “Falava ainda o rei quando desceu uma voz do céu: A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: Já passou de ti o reino. Serás expulso de entre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; e far-te-ão comer ervas como os bois, e passar-se-ão sete tempos por cima de ti, até que aprendas que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer.No mesmo instante, se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor; e foi expulso de entre os homens e passou a comer erva como os bois, o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceram os cabelos como as penas da águia, e as suas unhas, como as das aves” (Dn 4.30-33). Mais uma vez repito: “Deus tem compromisso com as pessoas e não com mega-construções e mega- templos ou entidades evangélicas. O Eterno deseja relacionar-se com os seres humanos e não com suas conquistas terrenas tudo isso é passageiro e transitório”. Jesus o Mestre por excelência nos recomendou: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (MT 6.19,21). O nosso maior triunfo será a conquista da coroa incorruptível e de glória que o Senhor preparou para todos aqueles que vencerem a carne, o mundo e o diabo através de uma vida santa por amor a Cristo.



CONCLUSÃO



O povo de Judá precisava se arrepender. Se assim não sucedesse, então Deus abandonaria o templo e, portanto a nação (realidade esta salientada também por Ezequiel nas suas profecias), sendo o resultado o derrubamento e o exílio. Se, porém, se arrependerem, Deus será com eles. As palavras vos farei habitar neste lugar podem ser traduzidas: “Então habitarei convosco”, isto é, no templo. O problema moral é evidente: o templo como covil de ladrões não é digno da Sua presença. Jeremias enfrentou todas as dificuldades e sofrimentos porém, não deixou de anunciar ousadamente a palavra de Deus. Esse é o nosso desafio – anunciar a palavra de Deus custe o que custar.

quarta-feira, 14 de abril de 2010


Estrela da música cristã anuncia que é lésbica
LOS ANGELES - Uma estrela ascendente no cenário da música cristã americana está chamando a atenção pública com uma nova identidade, após uma ausência misteriosa de sete anos. Jennifer Knapp não apenas está lançando um novo álbum como está "saindo do armário", termo que a cantora e compositoraindicada ao Grammy considera "muito bizarro" neste momento em que ela relança sua carreira musical, com certo nervosismo.A cantora de 36 anos, natural do Kansas e que saía com homens em sua época de faculdade, está preparada para uma reação negativa por parte de fãs religiosos que, ao longo dos anos, sempre fizeram questão de desmentir rumores sobre sua sexualidade. Mas ela reage às provocações com bom humor. "Ando ganhando muito mais piscadelas de garotas (em seus concertos) do que no passado!", disse à Reuters.Não há registros de outra cantora tão famosa quanto Jennifer no gênero da música cristã que seja abertamente homossexual. No passado, a indústria musical cristã desaprovava os artistas que se desviavam do padrão. Rádios e lojas no varejo se apressaram a abandonar Sandi Patty e Michael English nos anos 1990, quando ambos admitiram terem tido casos extraconjugais (separados). Amy Grant também foi parar na lista negra quando se divorciou, mais tarde na mesma década. Todos foram perdoados desde então, em maior ou menor grau.Por isso, Jennifer Knapp está adotando uma postura preventiva. Ela gravou um álbum para o grande público e não está tentando promovê-lo especificamente junto a rádios e varejistas cristãos. "Eu acharia uma falta de respeito dizer 'ei, isto é algo que você vai querer colocar na sua loja ao lado da estatueta de Jesus'", disse ela. "Seria falsa ingenuidade tentar convencer alguém de que precisa fazer isso."Mesmo assim, Knapp se considera "uma pessoa de fé" e rejeita a sugestão de que esteja dando as costas à igreja, acusação que prejudicou artistas como Sam Cooke e Aretha Franklin quando eles deixaram o gospel para trás para buscar o estrelato pop.Como artista para o grande público que quer se promover no nicho de álbuns adultos alternativos - ao lado de gente como o U2 e a também lésbica Melissa Etheridge -, foi sugerido a Jennifer que, depois de "renascer em Cristo", ela tenha renascido mais uma vez. "Talvez eu devesse ter dado esse título ao álbum", disse ela, que acabou optoando por "Letting go". O álbum será lançado em 11 de maio através da distribuidora independente RED, pertencente à Sony Music. Será seu quarto álbum, e o primeiro desde "The Way I Am", de 2001, que recebeu uma indicação ao Grammy de melhor álbum de rock gospel.Desde seu álbum de estreia, "Kansas", de 1998, Knapp já vendeu cerca de 1 milhão de álbuns. Ela viajava constantemente em turnê e fez parte da turnê Lilith Fair 1999. Recebeu quatro Dove Awards, os prêmios mais importantes da música gospel.Mas, cada vez mais exausta e desanimada, Knapp foi viver a fantasia de muitas pessoas que trabalham demais: abandonou tudo e foi viajar pelo mundo. Ela terminou na Austrália, tornou-se cidadã desse país e agora pretende passar a maior parte de seu tempo ali.Durante o período que passou longe dos holofotes, a cantora passou por uma espécie de crise da meia-idade precoce que a levou a reavaliar sua fé, sua sexualidade e seu trabalho. Fazer música era a última de suas preocupações. Antes de conhecer sua namorada, nos Estados Unidos, ela foi celibatária durante dez anos. Jennifer disse que isso condiz com a expectativa geral em relação aos membros não casados da comunidade evangélica.Embora diga que ainda respeita as pessoas que se abstêm do sexo não conjugal, ela disparou: "Qualquer pessoa que tenha passado uma década celibatária tem 'perdedor completo' estampado em suas costas".Apesar das atenções voltadas para sua nova identidade sexual, Jennifer não se vê como ativista na comunidade gay. Ela protege com firmeza sua privacidade e a de sua namorada, "que não quer ser famosa de nenhuma maneira".Embora seja inevitável que os fãs estudem as canções em busca de pistas sobre sua nova vida amorosa, Jennifer afirmou que nunca compõe canções sobre pessoas específicas. Mesmo assim, ela fala com franqueza no primeiro verso da faixa "Inside": "Sei que vão me enterrar antes de ouvirem a história inteira"."Espero que essa contestação seja vista como humildade", ela explicou. "Se existe alguma frustração, é por tentar romper com cortesia o jugo de ter que ser algo que não consigo, dizendo com toda humildade: 'Por favor sejam gentis comigo quando descobrirem a verdade'.
É tudo o que você pode fazer."http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/04/13/estrela-da-musica

segunda-feira, 12 de abril de 2010

DIZIMAR A VERDADE NA BÍBLIA

O que diz a Bíblia a respeito do dízimo?
Pergunta: "O que diz a Bíblia a respeito do dízimo?"Resposta: A questão do dízimo gera dificuldade e resistência em muitos cristãos. Em muitas igrejas, o dízimo recebe excessiva ênfase. Ao mesmo tempo, muitos cristãos não se submetem à exortação bíblica em ofertar ao Senhor. O dízimo e as ofertas deveriam ser uma alegria, uma bênção. Mas raramente é o que acontece nas igrejas hoje, infelizmente.Dar o dízimo é um conceito do Velho Testamento. O dízimo era exigido pela lei na qual todos os israelitas deveriam dar ao Tabernáculo/Templo 10% de todo o fruto de seu trabalho e de tudo o que criassem (Levítico 27:30; Números 18:26; Deuteronômio 14:22; II Crônicas 31:5; Malaquias 3:8-10). Alguns entendem o dízimo no Velho Testamento como um método de taxação destinado a prover pelas necessidades dos sacerdotes e Levitas do sistema sacrificial. O Novo Testamento, em nenhum lugar ordena, e nem mesmo recomenda que os cristãos se submetam a um sistema legalista de dizimar. Paulo afirma que os crentes devem separar uma parte de seus ganhos para sustentar a igreja (I Coríntios 16:1-2).O Novo Testamento, em lugar algum, determina certa porcentagem de ganhos que deva ser separada, mas apenas diz “conforme a sua prosperidade” (I Coríntios 16:2). A igreja cristã basicamente tomou esta proporção (10%) do dízimo do Velho Testamento e a incorporou como um “mínimo recomendado” para o ofertar cristão. Entretanto, os cristãos não deveriam se sentir obrigados a se prender sempre à quantia de 10%. Deveriam sim dar de acordo com suas possibilidades, “conforme sua prosperidade”. Às vezes, isto significa dar mais do que 10%, às vezes, dar menos que 10%. Tudo depende das possibilidades do cristão e das necessidades da igreja. Cada cristão deve cuidadosamente orar e buscar a sabedoria vinda de Deus no tocante a sua participação com o dízimo e/ou a quanto deve dar (Tiago 1:5). “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (II Coríntios 9:7).


quarta-feira, 7 de abril de 2010


I. INTRODUÇÃO
Jeremias foi um crítico da conduta do seu povo, apontando claramente, em discursos acalorados em plena praça pública e dirigidos à classe dominante, os desvios daquela que era a nação escolhida para revelar o único Deus verdadeiro às nações. Usou numerosas figuras vívidas, como comparar Judá a um jumento selvagem e a uma prostituta, a fim de indiciar a nação por infidelidade ao SENHOR e para avisar sobre o julgamento inadiável se eles não se arrependessem e se achegassem ao SENHOR. O relacionamento que inicialmente era puro e devotado como o de uma noiva para o seu noivo, descambou para um desvio para deuses falíveis, tornando a terra que outrora manava leite e mel em terra imunda pelo pecado. Jeremias se opôs a governantes, sacerdotes e profetas, estes últimos por causa de sua apostasia. As denúncias de Jeremias parecem ser atualíssimas, principalmente pelo desvario da apostasia que grassa o meio evangélico com os novíssimos modismos, atos proféticos, unções extravagantes, doutrinas estranhas, mover do Espírito, etc, etc, etc. Jeremias foi um profeta que falava o que ouvia do SENHOR e não o que agradava aos ouvintes! Sua mensagem era dura enquanto os demais profetas prosseguiam com suas mensagens de vitória. Sem dúvida alguma esta aula é mais um assunto vinculado à atualidade da Igreja. Jeremias deve nos inspirar e nos levar a ver que ser cristão é essencialmente ter um relacionamento moral e espiritual com Deus, um relacionamento que requer a devoção de cada indivíduo.
II. DESENVOLVIMENTO)
I. O QUE É APOSTASIA
1. Definição. (gr. “apostasia”, abandon, defect) Public and voluntary abandonment of a religion) Segundo a definição do site Bíblia online (http://www.bibliaonline.com.br/), a palavra “apostasia” significa “Ato de desviar-se ou afastar-se do relacionamento com Deus”. O dicionário Aurélio corrobora com tal definição: Apostasia (do grego apostasia) — Substantivo feminino.
1. Separação ou deserção do corpo constituído (de uma instituição, de um partido, de uma corporação) ao qual se pertencia.
2. Abandono da fé de uma igreja, especialmente a cristã.
3. Abandono do estado religioso ou sacerdotal.
Apostasia (em grego antigo ????????? [apóstasis], “estar longe de”) não se refere a um mero desvio ou um afastamento em relação à sua fé e à prática religiosa. Tem o sentido de um afastamento definitivo e deliberado de alguma coisa, uma renúncia de sua anterior fé ou doutrinação. Pode manifestar-se abertamente ou de modo oculto. Na teologia cristã, os reformadores a usavam para descrever a condição da igreja durante a Idade Média, mas ela também se tornou importante entre os que promovem dupla predestinação, o conceito de que Deus escolheu alguns para a salvação e outros para a destruição. Argumentam que os eleitos para a salvação nunca se separam da graça, não vão apostatar. O Código de Direito Canônico de 1983 e atualizado em 1998, define apostasia como repúdio total à fé cristã, ou a recusa em submeter-se à autoridade do Papa ou à comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos (cânon 751). “Todo aquele que se adianta e não permanece no ensino do Cristo não tem Deus. Quem permanece neste ensino é quem tem tanto o Pai como o Filho. Se alguém se chegar a vós e não trouxer este ensino, nunca o recebais nos vossos lares, nem o cumprimenteis.” – 2 Jo 8-10.
2. A apostasia de Israel. Tanto no período dos juízes como o do reino dividido, Israel se afastou de Deus e mergulhou na apostasia. Tempo depois do cativeiro do reino do Norte, Judá entrou em uma profunda apostasia, liderada pelo rei Manassés. “Tinha Manassés doze anos de idade quando começou a reinar, e cinqüenta e cinco anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Hefzibá. E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, conforme as abominações dos gentios que o SENHOR expulsara de suas possessões, de diante dos filhos de Israel. Porque tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, tinha destruído, e levantou altares a Baal, e fez um bosque como o que fizera Acabe, rei de Israel, e se inclinou diante de todo o exército dos céus, e os serviu. E edificou altares na casa do SENHOR, da qual o SENHOR tinha falado: Em Jerusalém porei o meu nome. Também edificou altares a todo o exército dos céus em ambos os átrios da casa do SENHOR. E até fez passar a seu filho pelo fogo, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro e ordenou adivinhos e feiticeiros; e prosseguiu em fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, para o provocar à ira. Também pôs uma imagem de escultura, do bosque que tinha feito, na casa de que o SENHOR dissera a Davi e a Salomão, seu filho: Nesta casa e em Jerusalém, que escolhi de todas as tribos de Israel, porei o meu nome para sempre; Porém não ouviram; porque Manassés de tal modo os fez errar, que fizeram pior do que as nações, que o SENHOR tinha destruído de diante dos filhos de Israel. Além disso, também Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, até que encheu a Jerusalém de um ao outro extremo, afora o seu pecado, com que fez Judá pecar, fazendo o que era mau aos olhos do SENHOR.” (2Rs 21.1-9 e 16). Israel se afastou completamente de Deus. O povo cometeu um dos mais terríveis pecados que é do sacrifício humano. Anos depois sob o reinado de seu neto, rei Josias, houve uma tentativa de reavivamento, que durou tanto quanto seu reinado: “Então disse o sumo sacerdote Hilquias ao escrivão Safã: Achei o livro da lei na casa do SENHOR. E Hilquias deu o livro a Safã, e ele o leu. Também Safã, o escrivão, fez saber ao rei, dizendo: O sacerdote Hilquias me deu um livro. E Safã o leu diante do rei. Sucedeu, pois, que, ouvindo o rei as palavras do livro da lei, rasgou as suas vestes.” (2Rs 22.8, 10 e 11). Israel tinha se afastado tanto de Deus que o povo não conhecia mais sua Lei. O texto mostra que o Livro da Lei ficou guardado no Templo e pela reação de Safã e do próprio rei percebemos que eles não conheciam aquele livro. Devido à apostasia de Manassés, a Palavra de Deus ficou inacessível ao povo – “Não havendo profecia, o povo se corrompe…” (Pv 29.18).

II. UM BRADO CONTRA A APOSTASIA
Chamado para ser o porta-voz de YAWEH em Judá, fielmente confrontou os líderes e o povo por causa de sua apostasia. Que possamos, a seu exemplo, resistir nestes tempos difíceis.’
1. Falar em nome do Senhor. Vimos na lição 01 que o ministério de Jeremias aconteceu em um período de grandes mudanças no cenário mundial, e nesse clima de mudanças, Deus chama e atua na vida do profeta, preparando-o para um ministério que envolvia não só Judá, mas as nações vizinhas. Seu ministério apresenta tanto um aspecto negativo (juízo) como positivo (graça); sua mensagem era primordialmente de destruição e juízo. Não obstante a dificuldade em ministrar tal mensagem, ele foi fiel à sua vocação e ao SENHOR. Jeremias tinha como missão exortar o povo à obediência e alerta-los quanto à desgraça que se avizinhava de suas fronteiras: os exércitos babilônios. SINOPSE DO TÓPICO (2).
2. Ser autêntico e não politicamente correto. Querer recusar sua vocação parece um ato de falta de fé daquele profeta, mas quando nos aprofundamos nos seus pensamentos, preocupações e perturbações, nos apercebemos de quão pesada foi a sua carga. O mesmo fato ocorre hoje quando temos o culto divino, em muitas igrejas, sendo substituído por espetáculos e shows. Em vez da simplicidade do cenáculo, a grandiosidade dos banquetes de Assuero. A pirotecnia ofusca a glória daquele que se acha entronizado entre os querubins. E o Cordeiro de Deus é substituído pelo bezerro de ouro. Púlpitos são transformados em palcos; obreiros fazem-se animadores de auditório; os santos tornam-se meros espectadores e consumistas. Programas de TV oferecem um evangelho falso, destituído das boas novas do Calvário e sem poder para salvar. Ao invés da mensagem do arrependimento, o que alguns querem empurrar é um marketing comprometido com os costumes do Egito e com a cultura de Canaã. Deus, no entanto, não mudou; continua a exigir santidade de seus filhos. Muitas igrejas já não cultuam mais ao Senhor, mas as necessidades do homem. Cultos alternativos para “prender” as pessoas à igreja; inventam-se alternativas para satisfazer o ego e deixar o Senhor da igreja de fora do templo. Um abismo chama outro abismo: a idolatria trouxe a apostasia, e a apostasia descambou na permissividade: “e o povo assentou-se a comer e a beber; depois, levantaram-se a folgar” (Ex 32.6). “Não havendo profecia, o povo se corrompe…” (Pv 29.18) É preciso que se levantem homens nessa geração compromissados com a ortodoxia bíblica, ainda que isto venha a custar-nos a vida!
3. Anunciar ao povo a tragédia que os rondava. A palavra hebraica para profeta é ‘NABI’, que significa anunciador, declarador, aquele que anuncia as mensagens de Deus. O ofício profético em si nos dá a idéia de predição do futuro, incluindo acontecimentos nacionais, comunais e individuais, envolvendo as atividades de exortação, ensino, pastoreio e liderança espiritual em geral. Resumidamente, os profetas eram tidos como representantes de Deus, libertadores e interpretes da mensagem divina na questão das revelações e do conhecimento espiritual. O cumprimento das profecias de Jeremias forneceu as evidencias para a autenticidade da sua vocação. “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento (…)” Rm 12.2; Diante da urgência destes últimos dias, não podemos escusar-nos: ou ficamos pela glória de Deus ou ficamos com os deuses que o diabo tem oferecido aos santos. O momento requer cuidado e vigilância: caso não estejamos atentos, corremos o risco de introduzir, na casa de Deus, abominações e iniqüidades. No início da Igreja Cristã, não havia necessidade de alternativa para o culto divino. De maneira simples e sincera, cultuavam a Cristo que, através de Seu Espírito, se fazia presente com poderosas manifestações. Não precisavam de nenhum fenômeno estranho, de unções disso ou daquilo, de declarações proféticas, pois o Cordeiro estava sempre presente!

III. EM QUE CONSISTIA A APOSTASIA DE ISRAEL
A história do declínio de Israel começa com Salomão. Ainda que seu pai, Davi, tivesse tentado servir ao SENHOR e tivesse humildemente arrependido quando pecou, Salomão não permaneceu fiel. Apesar de todas as bênçãos que Deus lhe deu, ele seguiu suas centenas de esposas para longe do Senhor e para a idolatria. Quando Salomão morreu, Deus retirou dele a maior parte do reino e a deu a Jeroboão. Esta nova nação, que consistia das dez tribos do norte, foi chamada Israel. Deus disse a Jeroboão que o abençoaria e estabeleceria a sua como a família real, por muitas gerações, se ele fosse fiel e obediente ao Senhor. Mas Jeroboão não confiou em Deus. Ele não se voltou para o Senhor, mas se afastou dele. Estava tão preocupado com sua posição de poder em Israel que não queria permitir ao povo voltar a Jerusalém para suas festas religiosas anuais. Temia que o povo se decidisse a servir o filho de Salomão e não mais quisesse Jeroboão como rei. Para impedir o povo de sair de Israel, Jeroboão inventou um novo sistema religioso. Ele tomou emprestadas muitas idéias da religião verdadeira que Deus tinha estabelecido no Monte Sinai. Com seus bezerros de ouro, centros de adoração não autorizados e sacerdotes não levíticos, Jeroboão deu um grande passo afastando-se de Deus. Manassés, o mais perverso dos reis judeus, entulhou a Casa de Deus dos mais abomináveis ídolos. “E os filhos de Israel fizeram o que parecia mal aos olhos do Senhor, e se esqueceram do Senhor, seu Deus, e serviram aos baalins e a Astarote” (Jz 3.7). Não estaremos, de algum modo, agindo como esses reis? O momento exige reflexão, disciplina e lágrimas.
1. O afastamento de Jeová. . Israel rejeitou o bem; o inimigo os alcançou. Israel tinha desprezado o bem que lhe fora oferecido pelo SENHOR e em breve o feroz exército babilônio chegaria. O bem vinha através da lei Moisaica, que com desdém fora arredada para um lado (Am 5.14,15; Mq 6.8). A lei tornou-se, dessa maneira, uma maldição. Os inimigos de Israel prevaleceriam, e sua extinção como nação seria o temível resultado. A escolha do caminho largo foi fácil, mas levou os israelitas à destruição. Alguma perversidade explica isso. Por que será que os homens desprezam o bem e voltam-se para o mal? Alguma depravação da natureza os inspira, e eles se tornam vítimas da própria corrupção. Essa é a antiga história dos indivíduos e das nações, que se repete.
2. O esquecimento de Jeová. É uma grande tolice abandonar as águas vivas, que apenas Deus pode fornecer por cisternas que vazam. O povo eleito abandonou o Senhor e passou a buscar vida e prazer nas coisas efêmeras das nações vizinhas, abdicando do seu destino e propósito. É propício comentarmos esse texto hoje, haja vista o desenrolar herético que muitas vertentes do evangelicalismo brasileiro tem demonstrado, abdicando do seu destino de ser luz em meio à trevas. A verdadeira água viva está em comungar pessoalmente com Deus por meio de Cristo (Jo 4.10).

3. O desprezo pelas coisas divinas. Jeremias descreve com detalhes a enormidade do crime de Israel, mostrando, inclusive, evidências das nações vizinhas. A pergunta retórica do versículo 11 antecipa a resposta negativa e enfatiza a grandeza do pecado de Israel: de Quitim, a oeste, até Quedar, a leste, nenhuma nação jamais se havia voltado contra os próprios deuses pagãos; Israel, contudo, havia se esquecido do Deus Vivo!

(III. CONCLUSÃO)
Os fariseus e os escribas eram muito preocupados com a pureza, conforme a tradição dos antigos, a maneira correta de lavar as mãos, os copos, pratos e jarros. Jesus e os seus discípulos pensavam de outra forma. O mais importante não era o exterior, e sim o interior. Por isso, o Mestre os chama de hipócritas. E citando o profeta Isaías diz a respeito deles: “Este povo me honra com os lábios, mas o coração está longe de mim. Em vão me prestam culto, pois o que ensinam são mandamentos humanos.” (Is 29,13). Na certa, aqueles homens conheciam estas palavras do profeta, mas ainda assim preferiam mostrar uma aparência de cumpridores da lei, uma vez que ninguém via o que se passava por dentro deles. Porém, Deus conhece os nossos corações e quer tratar conosco. Diante da urgência destes últimos dias, não podemos escusar-nos e deixar ‘o barco rolar’, ou optamos pela glória de Deus ou ficamos com os deuses que o diabo tem oferecido aos santos. O momento requer prudência com o que estamos a ouvir. O evangelho anunciado hoje não visa ganhar as almas para Cristo, mas tão somente, aumentar rebanho e pra isso vale tudo. O momento exige reflexão, disciplina, jejum, oração e lágrimas.

APLICAÇÃO PESSOAL
Manassés, um rei muito ímpio, colocou ídolos na Casa do Senhor. Mas e hoje, não estaremos nós a abarrotar a Casa de Deus com os ídolos deste século? A pergunta nos leva a outras: porque muitos crentes que, no passado, eram fortes arrojados no Senhor vieram a tornar-se tão frios e tão comprometidos com o mundo? Por que alguns movimentos do Espírito tornaram-se denominações? Porque algumas denominações fizeram-se tão nominais e apóstatas? Cremos que deixaram de ser movimentos de fé, poder e santidade, para se tornarem monumentos, e assim, acabaram se tornando ídolos. Passaram a ser mais adorados do que o Senhor de todas as coisas. Não vejo a necessidade de ouvir tele-pregadores comprometidos com teologias exóticas, nem sinto que haja lucro algum em seguir modismos. Nos acostumamos a olhar para os não-crentes como idólatras, e de fato são. Mas nesta lição vemos Jeremias advertindo o povo de Deus, o povo escolhido acerca dos perigos do desvio espiritual. Devido ao misticismo que grassa em nossa cultura tupiniquim que leva-nos a crer que um óleo trazido de Jerusalém é poderoso, ou que um lenço untado de suor do tele-apóstolo tem poder, entre outras bizarrices, muitos ídolos tem surgido no cenário evangélico, cobertos com a lã das ovelhas, que entre outros luxos, voam em jatos particulares, comprados com o suor de seus fiéis seguidores. Não devemos nos impressionar com sinais e maravilhas apresentados nesses ministérios. Lutero disse certa feita:“Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias.” Qualquer ensino, prática ou experiência avessos à Palavra, deve ser desconsiderado. Desde minha conversão em 1991, vi surgir muita coisa no meio evangélico: “moveres estranhos” (unção do riso, G12, regressão, teologia da prosperidade, etc), substituírem a ortodoxia da Palavra de Deus; em nome de uma hermenêutica fajuta, torceram-se textos a fim de apoiar pretextos heréticos. Pregadores famosos introduzem doutrinas deturpando a genuína Palavra de Deus, são não apenas aceitos, mas copiados por muitos e suas heresias ganham terreno até em Igrejas tradicionais. Há poucos dias uma famosa intérprete do chamado mundo gospel, num “ato profético”, notadamente em êxtase, andou como um animal quadrúpede em cima de um palco, como se fosse uma leoa. Essa mesma intérprete apresentou um deprimente espetáculo em um mega-show no Rio de Janeiro, em que um rapaz representou o Diabo, enquanto ela o pisava “profeticamente” – copiada, suas bizarrices ganham terreno em nossas Igrejas. O que está acontecendo com a quase-centenária Assembleia de Deus, que sempre se preocupou com a ortodoxia da Palavra de Deus, a oração e a evangelização? O evangelho de Cristo é simples (2 Co 11.3,4). Temos de orar e jejuar, amar e estudar a Palavra de Deus, bem como, em nossa vocação de professores da escola bíblica, ensinadores, alertar a noiva do Cordeiro dos perigos do desvio espiritual. Digamos “não” aos “atos proféticos”, que só servem para afastar o povo de Deus da Palavra e da simplicidade do evangelho, gerando falsa espiritualidade e pseudo-avivamento. Digamos “não” às heresias esposadas por grandes intérpretes da musica gospel que só servem para afastarem o povo da visão cristocêntrica. Digamos “não” às invencionices de pseudo-profetas importados da “grande babilônia” que profetizam prosperidade e distribuem “unções” que só servem para prosperar seus próprios ministérios. Jeremias deve nos inspirar e nos levar a ver que ser cristão é essencialmente ter um relacionamento moral e espiritual com Deus, um relacionamento que requer a devoção de cada indivíduo.
N’Ele, que nos vocacionou para um sublime ministério,
Francisco A Barbosa
assis.barbosa@bol.com.br
BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- Bíblia de Jerusalém, Paulus;
- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB;
- Imagem:

EXERCÍCIOS
RESPONDA
1. O que é apostasia?
R. Teologicamente falando, é o afastamento ou abandono premeditado da fé cristã.
2. Em que consistia a apostasia de Israel?
R. O afastamento de Jeová, o esquecimento de Jeová e o desprezo pelas coisas divinas.
3. O que disse Paulo em sua primeira epístola a Timóteo, acerca destes últimos dias?
R. Que nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (1Tm 4.1).
4. De que forma podemos combater a apostasia?
R. Zelando pela sã doutrina.
5. Você tem combatido a apostasia em sua vida pessoal?
R. Resposta pessoal.


(BOA AULA!)


por José Roberto A. Barbosa
Objetivo: Destacar que não podemos compactuar com a apostasia, para que não venhamos a perecer em nossos pecados.
INTRODUÇÃO

Na aula de hoje, estudaremos a respeito do desvio espiritual de Israel. O povo de Judá deu as costas para o Deus que graciosamente o escolheu. Inicialmente, trataremos sobre o antigo amor de Israel pelo Senhor. Em seguida, enfocaremos o desvio espiritual desse povo, e, ao final, as conseqüências do distanciamento do Senhor. Esperamos que essa lição sirva de despertamento para aqueles que se encontram em situação de perigo, distanciados dos caminhos do Senhor, mesmo que tenham algum vínculo religioso.
1. O AMOR ANTIGO DE ISRAEL

Judá esqueceu do seu primeiro amor e é questionado pelo Senhor: Que injustiça acharam vossos pais em mim? (Jr. 2.4,5). Em seguida, responsabiliza os sacerdotes, que se corromperam e não ensinaram a Torá ao povo; aos governantes, os quais, seguindo o caminho dos sacerdotes, também se corromperam, e os falsos profetas, que, ao invés de buscarem ao Senhor, se envolveram com Baal, o deus cananeu da fertilidade (Jr. 2.8). O Senhor compara seu relacionamento com Judá a de um esposo traído, já que, no princípio, Israel se voltou para Deus, mas, posteriormente, seguiu seu próprio caminho, tornando-se adúltera (Jr. 31.32; Is. 54.5; Os. 2.16). A nação rompeu o relacionamento antigo de amor entre Deus e Israel. Preferiu ir após ídolos estranhos, trocando o Manancial de Águas por cisternas rotas. Por analogia, para a igreja, Jesus é a água da vida, todos os que O recebem experimentam da fonte que jorra para a vida eterna (Jo. 4.10-14; Ap. 21.6). Lembramos que, na Palestina, a água é uma possessão de valor singular, por esse motivo, seria uma loucura tomar tal atitude. É uma pena que, nestes dias, algumas igrejas estejam fazendo o mesmo. Substituem o Manancial de Vida por Cisterna Rotas que para nada servem. A espiritualidade genuína está sendo trocada pelo mero tarefismo religioso; o poder do Espírito Santo está sendo usurpado por barganhas políticas; a vocação ministerial fora transformada em profissionalização eclesiástica; e a o pastorado cristão, fundamentado no amor, conduzido via técnicas insensíveis de administração empresarial.
2. O DESVIO ESPIRITUAL DE ISRAEL

Em Jr. 2.17 encontramos a causa dos desvios espirituais de Israel, pois a desobediência do povo tornou-se intencional, a nação optou pela idolatria, do mesmo modo, os cristãos, hoje, devem buscar a retidão, para não seguir o mesmo caminho, especialmente os obreiros (I Tm. 6.11; II Tm. 2.22). Ao invés de se voltar para o Senhor, o Manancial de Águas, Judá busca subterfúgios políticos, indo após o Egito (Jr. 2.18; Is. 30.15). O cristão, ao longo do trajeto, pode ser tentado a retornar ao mundo. Mas isso se constitui num perigo espiritual, que incorre em apostasia (Hb. 6.4-6). As alianças com as nações vizinhas, na tentativa de escapar do julgamento divino, que viria através dos babilônicos, somente agravaria a situação. Ao longo da história de Israel, quando o povo se aliou aos povos vizinhos, acabou perdendo sua identidade, e se distanciado do Senhor. Na história da cristandade aconteceu o mesmo, basta citar, como exemplo, a constatinização da igreja que, ao se romanizar, acatou práticas pagãs do império, desviando-se, assim, da Palavra de Deus. Nos tempos de Jeremias, o contato direto com os cananeus afetou diretamente a espiritualidade judaica. A adoração a Baal se tornou uma prática tão comum que os judeus assumiram o culto a essa divindade como se fosse algo normal (Jr. 2.20). Jeremias responsabiliza, mais uma vez, os sacerdotes, os governantes, os pastores e os profetas por serem coniventes com a religiosidade pagã, adotada pelo povo (Jr. 2.26,27).
3. A CONSEQUÊNCIA DO DESVIO ESPIRITUAL

Como conseqüência desse desvio espiritual, Jeremias pronunciou palavras de julgamento (Jr. 2.31). Isso porque ao invés de se arrependerem e confessarem seus pecados, as pessoas rejeitaram a mensagem profética (Jr. 5.3). O Senhor lembra a sua esposa quão ricamente Ele a havia abençoado, ainda que essa agisse com atitudes rebeldes (Jr. 2.29) e O esquecido (Jr. 2.32) e mentido para Ele, dizendo ser inocente (Jr. 2.33-35). Por causa da prosperidade econômica que a nação estava usufruindo, os judeus achavam que estavam sendo abençoados por Deus. Há hoje os que confundem prosperidade financeira com benção espiritual. Na verdade, o que mais acontece é justamente o contrário, pois quanto mais próspera costuma ser uma nação, mais materialista essa se torna. Com o acúmulo de bens, o ser humano apenas tenta preencher um vazio que somente pode ser satisfeito por Deus. A Teologia da Ganância – que alguns denominam de Teologia da Prosperidade – favorece, inclusive, uma espiritualização das riquezas. As conseqüências começam já a ser percebidas na igreja evangélica mundial. A vasta maioria das igrejas que acatou tal doutrina, ainda que sejam financeiramente prósperas, perderam a genuína espiritualidade. Transformaram seus cultos em parque de diversão e os púlpitos em palcos, substituíram a pregação da Palavra e a verdadeira adoração por tristemunhos de “artistas” e acrobacias “espetaculares”, em suma, trocaram o Manancial de Águas por Cisternas Rotas.
CONCLUSÃO
Mas ainda há tempo pra se voltar para Água da Vida (Jo. 4.10-14). Somente Jesus satisfaz completamente a existência humana e oferece liberdade plena (Jo. 8.32), principalmente do deus mamom, outrora denunciado por Jesus (Mt. 6.19-24) e por Paulo (I Tm. 6.3-10) perante o qual muitos têm se prostrado nestes dias. A mensagem do Senhor para a igreja de Éfeso se aplica às igrejas evangélicas que se desviaram dos caminhos do Senhor. Em algumas delas, a ostentação das riquezas para nada servem, senão para ocultar a falta de espiritualidade. Para essas, a Palavra do Senhor é: “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres (Ap. 2.4,5).
BIBLIOGRAFIAHARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações. São Paulo: Vida Nova, 1980.LONGMAN III, T. Jeremiah & Lamentations. Peabody, Mass: Hendrickson, 2008.
Fonte: www.subsidioebd.blogspot.com
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por Altair Germano
O principal tema da 2ª Lição do 2º trimestre/2010 é a “apostasia”, muito bem definido na mesma. Nos deteremos em analisar algumas interessantes e verdadeiras colocações feitas sobre os efeitos da apostasia em nossas igrejas, com ênfase no segundo ponto da lição.
PLANO DE AULA
1. OBJETIVOS DA LIÇÃO
-Compreender alguma manifestações da apostasia em nossas igrejas.
2. CONTEÚDOTexto Bíblico: Jeremias 1.13
UM BRADO CONTRA A APOSTASIA
Como bem definida na Lição Bíblica como “abandono consciente e premeditado da fé”, a apostasia é percebida claramente em nossas igrejas, e para expor tal fato quero me valer de alguns comentários do próprio corpo da lição em seu segundo ponto:
- Falar em nome do Senhor
“Como temos pregado a Palavra de Deus? Em nosso nome? Ou no nome de Cristo Jesus? À semelhança de Paulo, estejamos preparados a fim de expor com ousadia e integridade todo o conselho de Deus (At 20.7).”
Há dois fatos que quero considerar. O primeiro é que a Palavra de Deus, longe de ser proclamada para a glória de Deus e na autoridade do nome de Jesus, tem sido pregada para a glória de muitos pregadores e ensinadores, e na autoridade deles mesmos, com o falacioso discurso da “autoridade de profeta” e “autoridade de ungido”, querendo impor medo e coagindo os ouvintes.
“Profetas” e “ungidos” quando trabalham, pregam ou ensinam em causa própria, há muito já se desviaram e perderam o direito de invocar a autoridade espiritual para legitimar suas ações e prédicas.
Autoridade espiritual não se sustenta em cargos ou títulos, mas em obedecer e em tudo honrar a Deus.
Em segundo lugar, o “Conselho de Deus” em vez de ser pregado com ousadia, tem sido pregado com técnicas de manipulação de auditório, além de levar em consideração a conveniência deste mesmo auditório ou de quem convida o pregador/ensinador/profeta.
Vou ser mais claro. Em “alguns” lugares e situações, quando certos líderes estão passando por “crises” no ministério, costumam convidar um pregador/ensinador/profeta para “meter” medo na igreja e nos obreiros locais com ameaças rídiculas e falsas de juízo divino. No final destes eventos, o nobre pregador mercenário sai feliz com o seu gordo cachê, e com a agenda certa para um próximo evento.
Em outras situações, também por conveniência, a mensagem é pregada para alegrar o auditório e satisfazer os “clientes”.
- Ser autêntico e não politicamente correto
“Este é o mal que atinge muitos pregadores: a síndrome do politicamente correto. Sacrificam a genuinidade do Evangelho no altar de interesses efêmeros e abomináveis.”
Esta sentença complementa o que já vimos no ítem anterior. Ser politicamente correto é adotar um discurso e postura que agrada a todos, sem se preocupar se isto vai ou não macular a genuinidade do Evangelho. É o discurso “certinho” e interesseiro.
“Assumamos nossa posição como homens de Deus. Preguemos corajosamente a sua Palavra, ainda que isto venha a custar-nos a própria vida.”
Jeremias, Elias, Isaias, João Batista, Pedro, João, Paulo e tantos outros personagens bíblicos e da história estavam dispostos a correr o risco de perder a própria vida pela causa do Senhor. Já nos dias de hoje, muitos profetas, ensinadores e pregadores temem perder cargos, privilégios, salários, espaço em tribunas, púlpitos e “órgão oficiais”, agendas, convites e etc. É uma verdadeira vergonha e real apostasia.
Tudo isso me faz lembras dos profetas assalariados e com lugar garantido na corte e na mesa do rei, que somente profetizavam o que o rei ou a rainha queriam ouvir (1 Rs 18.19; 22.5-28).
- Anunciar ao povo a tragédia que os rondava
“Temos falado a verdade à nossa geração?”
Muitas pregações na atualidade não falam mais em tragédias, derrotas, perdas, perseguições, aflições, dores, juízo divino, etc. A mensagem é “SÓ VITÓRIA”. Trata-se de um evangelho amputado, focado apenas no triunfalismo e na Teologia da Prosperidade, distorcendo a mensagem bíblica do verdadeiro triunfo da igreja e da plena prosperidade dos crentes.
A verdade só é falada em nossa geração, quando assim acontece, para os chamados “pequenos”. Para Jeremias o Senhor disse:
“Eis que hoje te ponho por cidade fortificada, por coluna de ferro e por muros de bronze, contra todo o país, contra os reis de Judá, contra os seus príncipes, contra os seus sacerdotes e contra o seu povo. Pelejarão contra ti, mas não prevalecerão; porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te livrar.” (Jr 1.18-19)
Que o Senhor nos livre da covardia e da apostasia!
3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO
Faça um debate sobre a qualidade das mensagens e dos pregadores, ensinadores e profetas nos dias de hoje, e das implicações desta realidade no contexto geral da apostasia.
4. RECURSOS DIDÁTICOS
Quadro, mapa, cartolina, pincel ou giz, etc.
5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS
- Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD.- Bíblia de Estudo Almeida, SBB.- Conheça melhor o Antigo Testamento, VIDA.- Jeremias e Lamentações: introdução e comentário, MUNDO CRISTÃO.
Que o Senhor use poderosamente os professores/profetas para esta geração!
Fonte: http://www.altairgermano.com/
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